Governo Bolsonaro e gestão Doria dão início a guerra das seringas e agulhas
Por Folha de S.Paulo
18/12/2020 às 12:11
Atualizado em 18/12/2020 às 13:47
Foto: Felipe Rau/Estadão

A guerra das vacinas não é o único embate entre as gestões Jair Bolsonaro (sem partido) e João Doria (PSDB). O Ministério da Saúde e o governo paulista se veem também em um duelo por seringas e agulhas.
Com risco de desabastecimento e restrições à importação do produto da China, como revelou a Folha na terça-feira (15), governos federal e estadual deram início a uma corrida para tentar garantir a compra de seringas.
O material permitará o início da imunização —quando existir, de fato, uma vacina autorizada no país contra a Covid-19.
A batalha inclui um edital do Ministério da Saúde para selecionar empresas fornecedoras de 300 milhões de kits e 27 editais da Secretaria Estadual de Saúde para escolher fornecedoras de 100 milhões de seringas e agulhas.
A quantidade que São Paulo quer colocar em estoque equivale a um terço do que a União planeja para o país inteiro. São Paulo tem 44 milhões de habitantes, e o Brasil, 212 milhões.
Representantes de indústrias ouvidos pela Folha afirmam que compras em exagero podem desequilibrar o mercado.
Há ainda o risco de não existir material suficiente ou preço minimamente aceitável para atender a todas as intenções de compra. Esta possibilidade já ficou evidente em São Paulo.
O governo Doria fracassou três vezes na tentativa de fazer pregões eletrônicos para escolher fornecedores. Em cada pregão, tentou-se escolher empreendimentos para fornecer 50 milhões de itens, sem êxito.
