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Ex-deputado Júlio Lopes é alvo da PF em nova fase da Lava Jato do Rio por propinas de R$ 14 milhões
Ex-deputado Júlio Lopes é alvo da PF em nova fase da Lava Jato do Rio por propinas de R$ 14 milhões
Por Estadão
07/12/2020 às 12:49
Atualizado em 07/12/2020 às 12:50
Foto: Fábio Motta/Estadão

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal cumprem, na manhã desta segunda-feira, 7, mandados de busca e apreensão contra o ex-deputado federal e ex-secretário de Transportes na gestão do ex-governador Sérgio Cabral, Júlio Lopes.
As buscas, feitas por agentes da Delegacia contra a Corrupção e Crimes Financeiros, foram autorizadas pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro em mais uma etapa da Lava Jato fluminense, batizada de ‘Fim do Túnel’ – desdobramento das operações Tolypeutes, Ponto Final e Fatura Exposta. Entre os endereços vasculhados pelos agentes estão a casa do ex-secretário e um escritório de advocacia ligado a ele.
Segundo a investigação, entre junho de 2010 e novembro de 2014, o ex-secretário teria usado o cargo para solicitar R$ 6,4 milhões em propinas da Odebrecht, valor que teria sido pago pela empreiteira no âmbito das obras de construção da Linha 4 do Metrô do Rio.
O Ministério Público Federal aponta, em outra frente, que, entre de julho de 2010 e março de 2015, o ex-secretário teria aceitado vantagem indevida de R$ 7,6 milhões da Fetranspor em troca do ressarcimento dos valores do Bilhete Único para as empresas.
Em uma terceira linha de investigação, o MPF aponta que, quando deputado, entre 2016 e 2017, Júlio Lopes teria recebido três parcelas de R$ 250 mil de uma empresa de Saúde em troca do favorecimento em contratos no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).
Lopes já foi denunciado pela Procuradoria Geral da República, que diz que há elementos ‘robustos’ indicando repasses a ele, tanto em razão do cargo que ocupava como secretário de Transporte do Rio, entre os anos de 2010 e 2014, quanto do mandato como deputado federal entre 2016 e 2017.
