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Em posse de ministro do Turismo, Bolsonaro defende revogação de normas ambientais em Angra
Em posse de ministro do Turismo, Bolsonaro defende revogação de normas ambientais em Angra
Por Folha de S.Paulo
17/12/2020 às 12:51
Atualizado em 18/12/2020 às 09:00
Foto: Fábio Motta/Estadão

Na posse do novo ministro do Turismo, Gilson Machado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender a revogação de normais ambientais em Angra dos Reis (RJ) para, segundo ele, transformar a região numa espécie de Cancún brasileira.
"Temos uma área que Deus nos deu, chamada Bahia de Angra dos Reis. Quem passou por lá não esquece, água límpida, quente, sem marola, muitas praias e mais de 300 ilhas. Mas que está praticamente inviabilizada para o turismo por um decreto ambiental", disse o presidente.
A cerimônia de posse de Machado ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília. Ex-presidente da Embratur, ele foi alçado ao posto depois da demissão Marcelo Álvaro Antônio.
"Tem um decreto ambiental que tem que ser revogado para que quase US$ 1 bilhão, como já conversei com uma autoridade fora do Brasil, [que] quer investir na região. Mas tem que revogar o decreto ambiental", repetiu o presidente.
"Nós vamos fazer algo muito, mas muito melhor do que Cancún, a custo zero", concluiu.
O presidente se referiu ainda a um projeto apresentado por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), para anular o decreto de 1990 que criou a Estação Ecológica (Esec) de Tamoios.
A estação define que em sua extensão é proibido, entre outras atividades, ancorar barcos, desembarcar e construir edificações. A área de proteção é considerada por Bolsonaro um entrave para o desenvolvimento turístico na região.
Por isso, Bolsonaro pediu o apoio de três senadores do MDB que estavam na posse: Fernando Bezerra (PE), líder do governo no Senado; Eduardo Braga (AM), líder da maioria na Casa; e Eduardo Gomes (TO), líder do governo no Congresso Nacional.
"Tenho certeza que esse trio maravilhoso que está na minha frente, resolvendo a questão da mesa na Câmara e do Senado, que vai ser bem resolvida; tenho certeza disso, não vou interferir em lugar nenhum", declarou o presidente.
