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Covid-19 avança entre jovens, que já são responsáveis por 20% dos casos no Brasil, aponta jornal
Covid-19 avança entre jovens, que já são responsáveis por 20% dos casos no Brasil, aponta jornal
Por Redação
06/12/2020 às 10:39
Foto: Paula Fróes/GOVBA

Seja "segunda onda" ou "repique", uma coisa é certa: os jovens estão se infectando mais na atual retomada da pandemia de coronavírus no país. Se em maio, início da escalada de registros, doentes entre 15 a 29 anos eram 13,5% dos diagnosticados, em novembro eles chegam a 20,5%. Já entre as pessoas de 40 anos ou mais, há tendência de queda na proporção dos infectados.
De acordo com informações do jornal O Globo, a conclusão é de um estudo inédito obtido pelo GLOBO elaborado pela Rede Análise Covid-19, considerando todos os testes moleculares (tipo PCR) positivos nas bases oficiais do SUS desde o início da pandemia até o último dia 23. A Rede Análise Covid-19 é uma coalizão nacional de pesquisadores voluntários para o enfrentamento da pandemia.
Como conclusões do estudo são especialmente preocupantes porque os jovens são os maiores transmissores potenciais da doença: como tendem a não sentir seus efeitos de aguda forma e, assim, mantém atividades e contatos sociais. Com a chegada das festas de fim de ano, em que as famílias se reúnem, eles podem se tornar agentes transmissores do vírus para os mais vulneráveis, como pais, avós e tios, afirma Isaac Schrarstzhaupt, cientista de dados e autor do levantamento:
"Provavelmente não são os jovens que vão colapsar o sistema de saúde. Preocupa mais que eles sejam vetores de transmissão do que efetivamente lotadores de UTI", disse o cientista.
Os dados apontam um crescimento na proporção de diagnósticos em todas as faixas de 5 a 39 anos. Dos 40 em diante, porém, há contínuas pequenas quedas ao longo da pandemia. Embora pareçam pequenas, algumas oscilações são significativas e importantes para mapear e combater a pandemia, aponta Isaac Schrarstzhaupt:
"Uma base de testes do SUS já é de 2,7 milhões. Considerando este total, um aumento ou queda de 2% ou 5% é significativo para verificar tendências", acrescentou Isaac.
