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Cortejado por Maia, Republicanos decide apoiar Lira na disputa pelo comando da Câmara
Cortejado por Maia, Republicanos decide apoiar Lira na disputa pelo comando da Câmara
Por Folhapress
16/12/2020 às 18:30
Atualizado em 16/12/2020 às 18:30
Foto: Luis Macedo/Agência Câmara

O presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), decidiu se juntar ao bloco do líder do PP, Arthur Lira (AL), candidato à presidência da Câmara.
Pereira era pré-candidato pelo grupo hoje mais alinhado ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Na semana passada, porém, ele decidiu que insistiria na sua candidatura, mas sem o apoio do deputado do DEM.
Nesta quarta, ele bateu o martelo de que apoiará o nome de Lira para presidir a Casa no ano que vem.
"Tinha um veto velado do Maia a minha pessoa", justificou Pereira sobre a decisão de embarcar na candidatura do líder do PP.
A campanha de Lira afirma ter votos de PL, PSD, Solidariedade, Avante, PSC, PTB, PROS e Patriota. Juntos, eles somam 170 deputados. Com o Republicanos, que tem 31 deputados, o número de apoiadores de Lira sobe para 204.
Além desses, o entorno do líder do PP também conta com dissidentes da oposição e do PSL.
Do outro lado, o grupo ligado a Maia faz uma ofensiva sobre os partidos de esquerda para atrai-los para seu bloco.
O bloco do presidente da Câmara é formado por seis partidos (PSL, MDB, PSDB, DEM, Cidadania e PV), que reúnem 159 deputados. No entanto, calcula-se que apenas metade da bancada do PSL esteja alinhada a esse grupo. O restante, aliados de Bolsonaro, deve apoiar Lira.
A soma de votos desses blocos deve sofrer alterações marginais ao longo dos dias em virtude das pequenas mudanças de composição das bancadas que ocorrem normalmente em virtude de licenças de deputados ou reassunção de titulares. Nem sempre o suplente é do mesmo partido.
A expectativa é a de que nesta quarta alguns partidos de esquerda confirmem o apoio ao grupo do deputado do DEM. O PC do B, o PDT e o PSB já avisaram que vão migrar para o bloco de Maia.
O PT tende a seguir este caminho. A formação do grupo, porém, tem como principal objetivo garantir a prioridade na indicação de cargos na mesa diretora.
Isso porque dentro dos partidos de esquerda há muita dissidência e votos favoráveis a Lira.
O nome do conjunto de siglas em torno de Maia que vai disputar a presidência ainda não está definido.
Se o anúncio do bloco ocorrer até esta quarta (17), a ideia é bater o martelo sobre o candidato até a próxima sexta (18). Hoje, estão cotados dos deputados Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Baleia Rossi (MDB-SP).
