Codesal vistoria casarão que vai abrigar Museu do Mar Aleixo Belov
Por Redação
17/12/2020 às 17:39
Atualizado em 17/12/2020 às 17:39
Foto: Divulgação

O diretor geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Sosthenes Macêdo, acompanhado de técnicos do órgão, realizou uma visita técnica ao casarão situado na esquina da Rua Direita de Santo Antônio com o largo de Santo Antônio Além do Carmo, no bairro homônimo, para conhecer a futura sede do Museu do Mar, uma iniciativa do engenheiro e velejador Aleixo Belov.
O ucraniano de 77 anos, que mora em Salvador desde os seis, adquiriu a edificação para restaurar e abrigar o acervo e os conhecimentos por ele acumulados durante as voltas que fez ao mundo e em outras viagens que já realizou.
A equipe técnica da Codesal esteve também na Fundação Aleixo Belov, que já funciona em outro imóvel próximo, e abriga salas para encontros e reuniões, contando ainda com biblioteca e recursos multimídia. A fundação funciona como um centro de pesquisa, fomento e debates sobre temas ligados ao mar.
"Ao investir na revitalização de imóveis, Belov dá o exemplo de que este é o caminho para a solução do problema dos casarões abandonados no Centro Histórico, ao contribuir para sua utilização como equipamento urbano, a exemplo de museus e espaços culturais", elogia Sosthenes Macêdo.
Para o especialista em planejamento urbano-regional e parceiro da Codesal, Waldeck Ornelas, a iniciativa de Aleixo Belov é um caminho a ser seguido por muitos baianos que têm imenso potencial para contribuir para a restauração do esplendor do Centro Histórico. “Os empresários precisam despertar para o potencial daquela região, por sua importância na cidade", aconselha.
Ele cita que, em muitas cidades, o sítio histórico e arquitetônico tem sido revitalizado com a participação da iniciativa privada. "Aqui, mesmo os incentivos fiscais do poder público não têm sido utilizados pelos empresários empreendedores e pelos proprietários dessas edificações".
Belov revela que comprou o casarão de dois pavimentos com a intenção de restaurá-lo para a instalação do museu que leva seu nome e que abrigará todos os equipamentos, cartografias, documentos, além do barco Três Marias, de 7,5 toneladas, a bordo do qual realizou solitariamente três voltas ao mundo.
O veleiro foi içado por um guindaste e já se encontra em um vão no interior da edificação. “A obra civil está acelerada, mas a pandemia ocasionou alguns atrasos”, explicou, acrescentando que ainda não há data para a inauguração do museu.
