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Suspeitas, fama, vice e cabo eleitoral estão entre pontos fracos e fortes de candidatos em SP; veja lista
Suspeitas, fama, vice e cabo eleitoral estão entre pontos fracos e fortes de candidatos em SP; veja lista
Por Folha de S.Paulo
10/11/2020 às 06:32
Atualizado em 10/11/2020 às 06:32
Foto: Política Livre

Na reta final da corrida pela Prefeitura de São Paulo e com debates à vista, os candidatos devem explorar os próprios pontos fortes, enquanto atacam as fragilidades dos adversários.
Em uma situação em que o prefeito Bruno Covas (PSDB) parece ter se consolidado na liderança, Celso Russomanno (Republicanos), Guilherme Boulos (PSOL) e Márcio França (PSB) brigam entre si para conseguir a segunda vaga na disputa.
Nesse processo, os pontos fracos dos adversários têm sido muito explorados, o que leva até a judicialização em alguns casos.
Covas precisou esquivar de perguntas relacionadas ao vice, Ricardo Nunes (MDB), e seu relacionamento com as creches conveniadas da cidade. Enquanto isso, Russomanno é atacado por afirmações consideradas preconceituosas.
Já França flerta com esquerda e direita, sendo atacado por todos os lados, e Boulos (PSOL) tem a atuação como líder dos sem-teto em ocupações explorada pelos adversários.
Veja abaixo alguns pontos fortes e fracos dos candidatos que podem pesar na campanha:
BRUNO COVAS (PSDB)
Pontos fortes:
História de superação por ter enfrentado um câncer
Associação à figura do avô, o ex-governador Mario Covas
Aliança ampla de partidos, que lhe dá maior tempo de TV
Aprovação de sua atuação na pandemia é de 46%, segundo Datafolha
Segundo pesquisa Datafolha de 5.nov, venceria todos os adversários no segundo turno
Pontos fracos:
O governador João Doria (PSDB), que tem avaliação ruim como cabo eleitoral e abandonou o posto de prefeito para se candidatar em 2018
Ligação de Ricardo Nunes, vice na chapa de Covas, com empresários locadores de imóveis de creches e entidade, além de boletim de ocorrência por violência doméstica registrado pela esposa dele em 2011
Reforma do Vale do Anhangabaú, que custou R$ 94 milhões e tem projeto criticado
Ele tinha apenas 33 das 71 metas batidas (46%) no fim de outubro; corredores de ônibus devem ser um calo
CELSO RUSSOMANNO (REPUBLICANOS)
Pontos fortes:
É conhecido pela atuação na TV a favor dos direitos do consumidor, é conhecido por 97% dos paulistanos segundo o Datafolha
História de superação a partir da morte da então mulher
Foi escolhido pela base eleitoral de Jair Bolsonaro (sem partido) por contar com apoio do presidente
Segundo Datafolha, tem índice de votação alto entre donas de casa, evangélicos, quem não usa máscara ou usa incorretamente e quem aprova o governo Bolsonaro
Pontos fracos:
Costuma dar declarações com informações falsas ou consideradas preconceituosas
Não tem boa atuação em debates
Responde ou respondeu a uma série de processos referentes ao Bar do Alemão, do qual era sócio, a danos morais e a caso de funcionário fantasma, entre outros
Elo com Bolsonaro, que é rejeitado por 48% dos moradores de São Paulo, segundo pesquisa Datafolha
Propostas consideradas frágeis e de implementação difícil, como o auxílio paulistano
GUILHERME BOULOS (PSOL)
?Pontos fortes:
A deputada e ex-prefeita Luiza Erundina (PSOL), como vice, que tem legado reconhecido na cidade
Segundo lugar na pesquisa espontânea, com 12%, atrás de Covas, com 19%, segundo o Datafolha
É o que tem mais votos consolidados entre Covas, França e Russomanno: 72% dos seus eleitores não estão dispostos a mudar o voto, segundo Datafolha
Segundo Datafolha, é o que tem maior índice de conhecimento de seu número na urna (64%) entre França, Covas e Russomanno
Pontos fracos:
Associado ao petismo, comunismo, lulismo e invasões de sem-teto, temas rejetiados por parte do eleitorado
Falta de experiência em cargos públicos
Programa de governo com propostas que enfrentam oposição na Câmara e que não têm fonte de recursos
É mais desconhecido que Covas, Russomanno e França, segundo Datafolha
Segundo Datafolha, herda menos votos de outros candidatos do que seus adversários
?MÁRCIO FRANÇA (PSB)
Pontos fortes:
Venceu a eleição em 2018 na cidade de São Paulo com quase 1 milhão de votos a mais que Doria
Experiência em cargos públicos
Tem a menor rejeição (14%) entre Covas, Boulos e Russomanno, segundo o Datafolha
De acordo com pesquisa Datafolha divulgada no dia 5, é o que tem melhor desempenho contra Covas no segundo turno, mas perderia por 48% a 39%
Pontos fracos:
Não tem ideologia clara, flerta com progressistas e com conservadores
Histórico de uso da máquina administrativa e iniciativas populistas que elevaram os gastos públicos
Aliado é investigado por ter sido funcionário fantasma do banco de fomento estadual Desenvolve SP quando França era governador
Segundo Datafolha, tem índice de votação baixo entre estudantes
Segundo Datafolha, é o que tem menos votos consolidados entre Covas, Boulos e Russomanno: 54% dos seus eleitores podem mudar de opção
