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Eleições não foram nem boas nem trágicas, mas apontam para fragmentação, avaliam dirigentes de esquerda
Eleições não foram nem boas nem trágicas, mas apontam para fragmentação, avaliam dirigentes de esquerda
Por Painel/Folha de S.Paulo
17/11/2020 às 06:37
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O balanço preliminar de parte da esquerda sobre as eleições é que os resultados, se não foram trágicos, também não foram bons. Alguns, como Carlos Siqueira (PSB), colocam a culpa na conta "do senhor Lula da Silva" pelo fato de o PT ter decidido lançar candidaturas próprias. A consequência imediata: os partidos do campo não garantem apoiar uns aos outros no segundo turno. Para 2022, segundo essa avaliação, o cenário de agora aponta para mais separação e ausência de articulação conjunta.
Para Siqueira, não existe isso de "ter que" apoiar Guilherme Boulos (PSOL) em São Paulo, por exemplo. Márcio França, do seu partido, foi derrotado nas urnas e ficou fora do segundo turno. Ele diz que a palavra final é de França. "Esse prejuízo das esquerdas não irem unidas não é nosso", afirma.
O PDT, do vice Antônio Neto, quer apoiar o PSOL, mas só vai anunciar definição depois do PSB. Representantes do partido vão se reunir nesta terça (17).
Em Porto Alegre, PDT e PSB avaliam optar por apoiar o MDB de Sebastião Melo. Um ponto que pesou foram queixas de Pompeu de Mattos e Juliana Brizola, do PDT, contra Manuela D'Ávila (PC do B). No Rio, os dois partidos devem se abster e não apoiar nenhum dos dois candidatos no segundo turno.
Se o PT foi chamado de desagregador, Jilmar Tatto agora vem com o discurso da união. "Não existe qualquer mágoa. Pelo contrário. Vamos entrar com tudo na campanha do Boulos", diz ao Painel. Ele também isentou o ex-presidente de qualquer mal-estar e chateação. "O Lula já fez tanto pelo povo brasileiro que não consigo ver nada errado no que ele faz."
