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Governo decide prorrogar até abril de 2021 presença das Forças Armadas na Amazônia Legal

Governo decide prorrogar até abril de 2021 presença das Forças Armadas na Amazônia Legal

Por Folha de S.Paulo

26/10/2020 às 12:01

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O governo decidiu prorrogar até abril de 2021 presença das Forças Armadas na Amazônia Legal

O governo federal decidiu prorrogar até abril de 2021 a presença das Forças Armadas na Amazônia Legal. O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), que chefia o Conselho da Amazônia, disse nesta segunda-feira (26) que a decisão de prorrogar a GLO (Garantia da Lei e da Ordem), que terminaria em novembro, já está tomada.

De acordo com Mourão, o decreto da prorrogação será assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) até a semana que vem.

"Precisamos prosseguir porque a gente quer entrar no círculo virtuoso de queda do desmatamento. É o nosso compromisso que a gente tem que derrubar isso aí. E, para derrubar, precisamos ter gente tem campo fiscalizando", disse o vice-presidente a jornalistas nesta manhã.

Segundo Mourão, dos R$ 400 milhões que haviam sido alocados para a Operação Verde Brasil 2, ainda restam R$ 180 milhões. O vice-presidente disse que, como são recursos previstos para 2020, eles têm que ser empenhados até o final deste ano.

Mourão disse ainda que o Conselho da Amazônia voltará a se reunir na terça-feira (3) para a apresentação final do planejamento estratégico, avaliação da Operação Verde Brasil 2, discussão sobre o avanço da regularização fundiária conduzida pelo Ministério da Agricultura, bem como a situação do Ibama e do ICMBio, que recentemente enfrentaram problemas por alegada falta de recursos.

Também está prevista para a semana que vem uma viagem oficial do governo brasileiro para a região amazônica para tentar minimizar a imagem negativa de países europeus sobre o enfrentamento do desmatamento ilegal. O tour com embaixadores deve ocorrer entre quarta-feira (4) e sexta-feira (6).

Mais uma vez, Mourão comentou a briga pública entre os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente) e general Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

O entrevero teve início na semana passada, quando uma nota no jornal O Globo, na quinta (22), afirmou que Salles estava esticando a corda com a ala militar do governo em decorrência do episódio envolvendo a falta de recursos no Ibama —o ministro do Meio Ambiente disse que, sem dinheiro, brigadistas interromperiam atividades de combate a incêndios e queimadas.

A pressão ocorre nos bastidores desde agosto, mas agora veio a público com a manifestação de Salles nas redes sociais. Republicando imagem com o título da nota do jornal O Globo, ele citou nominalmente Ramos e pediu ao militar para parar com uma postura de "maria fofoca".?

No domingo (25), Salles estendeu uma bandeira branca ao pedir desculpas publicamente a Ramos em uma rede social. O chefe da Segov também foi à internet encerrar o assunto.

"?Havendo alguma rusga entre membros do Estado Maior, o comandante tem que intervir e dizer 'olha, minha gente, vamos baixar a bolinha aí, vamos se acalmar e respeitar-se'", disse Mourão nesta segunda.

"Não existe unanimidade porque toda unanimidade é burra, já dizia Nelson Rodrigues, mas a gente, quando for discutir determinados assuntos, tem que discutir intramuros, e não por fora", afirmou o vice-presidente.

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