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Alvos de rivais, Russomanno se escora em Bolsonaro e Covas exalta sua gestão no debate em SP

Alvos de rivais, Russomanno se escora em Bolsonaro e Covas exalta sua gestão no debate em SP

Por Folha de S.Paulo

02/10/2020 às 08:16

Atualizado em 02/10/2020 às 08:16

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Celso Russomano

Líderes nas pesquisas, Celso Russomanno (Republicanos) e Bruno Covas (PSDB) foram os principais alvos dos adversários no primeiro debate entre candidatos a prefeito de São Paulo, na noite desta quinta-feira (1º), na Band. Dos 14 postulantes neste ano, 11 participaram.

O deputado federal e apresentador de TV, que aparece à frente nas intenções de voto (29%, de acordo com o Datafolha), evitou responder diretamente sobre a maior parte dos questionamentos e exaltou a aliança com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que vem sinalizando apoio à sua candidatura.

Russomanno usou como principal arma sua proposta de criar o auxílio emergencial paulistano, ideia que foi questionada por oponentes, em razão de dúvidas sobre a capacidade da prefeitura de financiar o benefício.

O candidato repetiu que terá a ajuda de Bolsonaro para levantar os recursos e que isso será feito com a renegociação da dívida do município com a União. "Sou o único candidato aqui que tem amizade com o presidente da República", disse.

"O que pagamos de juros é absurdo. Mas, pela minha amizade com o presidente Bolsonaro, meu trânsito no Congresso Nacional e nos ministérios, eu tenho condição de fazer isso", prometeu.

Covas, que busca a reeleição e é o segundo colocado na pesquisa Datafolha (com 20%), teve que dar explicações sobre sua gestão, em confrontos com o líder das pesquisas e com outros rivais.

O prefeito defendeu, por exemplo, a obra de revitalização do Vale do Anhangabaú, com custo de R$ 93 milhões, ao ser cobrado por Andrea Matarazzo (PSD), que ainda chamou o tucano de inexperiente.

Covas afirmou que o local será um privilegiado espaço de eventos e lazer, "uma nova avenida Paulista", além de contribuir para a revalorização da região central da cidade.

Conservador, Matarazzo ainda levantou uma questão no campo ideológico, lembrando que o prefeito nomeou como secretário de Cultura um simpatizante da esquerda, Alê Youssef.

"Quero lamentar que uma pessoa tão inteligente quanto você tenha ficado tão amarga por causa das derrotas que acumulou nos últimos anos", retrucou Covas, que teve Matarazzo como colega no PSDB até 2016.

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