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PT confirma Tatto em evento na laje, e Lula reforça nacionalização da eleição em SP
PT confirma Tatto em evento na laje, e Lula reforça nacionalização da eleição em SP
Por Folha de S.Paulo
13/09/2020 às 08:30
Foto: Reprodução

O PT pretende nacionalizar a eleição municipal em São Paulo e aproveitar a campanha para fazer críticas ao presidente Jair Bolsonaro, com o objetivo de ajudar o partido a reconquistar a Presidência em 2022.
O recado foi dado neste sábado (12) pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em vídeo gravado para a convenção que oficializou a candidatura do ex-deputado e ex-secretário Jilmar Tatto para prefeito de São Paulo.
“A partir de São Paulo e de cada cidade desse país, vamos juntos reconstruir o nosso querido Brasil”, declarou Lula.
O ex-presidente, que vinha sendo criticado internamente no PT pela falta de apoio explícito a Tatto, fez uma defesa enfática da candidatura.
“Jilmar cresceu fazendo. Conhece São Paulo como ninguém. Tem compromisso com nosso projeto de transformar o Brasil num país melhor”, afirmou.
Em participação online, a presidente nacional do partido, a deputada Gleisi Hoffmann, repetiu o desejo de dar caráter nacional à campanha.
“Esta é a arrancada da campanha, de levar nossas bandeiras para todos os brasileiros”, disse Gleisi. “Essa campanha é importante para que nós possamos nos defender das mentiras contadas contra o PT, o presidente Lula, a presidenta Dilma”, afirmou.
A convenção ocorreu numa laje no bairro Jardim São Luiz, periferia da capital paulista, e foi transmitida virtualmente. Houve diversos problemas técnicos, que irritaram o candidato.
Estava ao lado de Tatto o ex-prefeito e ex-presidenciável Fernando Haddad, que aceitou comparecer pessoalmente na última hora, após sofrer intensa pressão dos dirigentes partidários. Até a noite desta sexta-feira (11), ele afirmava que não iria e participaria apenas virtualmente, justificando que tinha uma palestra pela manhã, embora a convenção fosse à tarde.
Tatto, em seu discurso, ignorou Bolsonaro, mas depois disse que o debate nacional será parte de sua campanha, em entrevista coletiva.
“Não faz bem para a alma ficar falando do Bolsonaro”, justificou. “Mas pode ter certeza de que ele, mesmo se não estiver no meu discurso, vai estar nos gritos do povo que grita ‘fora, Bolsonaro’”, afirmou.
Tatto minimizou o fato de estar atrás nas pesquisas até agora, inclusive de outra candidatura de esquerda, a de Guilherme Boulos (PSOL).
“A campanha ainda nem começou, 80% da população está mais preocupada com a pandemia, com emprego e renda. Nesse mesmo período [em 2012], o Haddad tinha esses mesmos percentuais”, afirmou.
Ele disse acreditar que vai crescer quando o horário eleitoral gratuito começar. “Eu tenho um time fantástico, tenho o povo comigo. Tenho a militância do PT.”
Tatto ainda criticou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o prefeito Bruno Covas (PSDB), que busca a reeleição. “Eles não gostam de gente, eles não se preocupam com vidas. Vidas negras importam para nós, vidas humanas importam para nós.”
