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TCU recomenda que governo use sobra do orçamento do Bolsa Família apenas na área social

TCU recomenda que governo use sobra do orçamento do Bolsa Família apenas na área social

Por Folhapress

05/08/2020 às 21:51

Atualizado em 05/08/2020 às 21:52

Foto: Divulgação

Tribunal de de Contas da União (TCU)

O TCU (Tribunal de Contas da União) recomendou nesta quarta-feira (5) que a economia de gastos com o Bolsa Família –que está sendo majoritariamente substituído pelo auxílio emergencial– seja remanejada apenas a programas de assistência social.

O auxílio emergencial, criado para socorrer trabalhadores informais e desempregados durante a pandemia da Covid-19, está bancando a transferência de renda a beneficiários do Bolsa Família.

Com isso, o governo está deixando de gastar parte dinheiro reservado neste ano para o Bolsa Família no Orçamento de 2020. Dos R$ 32,5 bilhões, foram desembolsados até o momento cerca de R$ 8 bilhões.

A sobra orçamentária, segundo o TCU, poderá ser usada para financiar outros projetos, desde que de assistência social.

O uso desse dinheiro excedente para financiar neste ano o Renda Brasil, projeto do ministro Paulo Guedes (Economia) para ampliar o Bolsa Família, já foi cogitada por técnicos do governo. Mas a proposta do Renda Brasil sequer foi apresentada ao Congresso.

Em junho, o governo tentou retirar dinheiro da sobra orçamentária do Bolsa Família e transferir esses recursos para expandir a publicidade oficial da Presidência da República. Mas depois recuou.

A equipe do presidente Jair Bolsonaro chegou a cortar R$ 83,9 milhões do orçamento do programa social que atende famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza.

Os mesmos R$ 83,9 milhões haviam sido repassado para ampliar a comunicação do Palácio do Planalto.

Após reação do Congresso e do TCU, o governo desistiu de fazer essa movimentação de verba no Orçamento.

Ao analisar os gastos federais na pandemia, o órgão de controle recomendou nesta quarta que o Ministério da Economia utilize esse excedente do Bolsa Família somente na mesma área. O processo é relatado pelo ministro Bruno Dantas.

Já os recursos do programa social alocados pelo governo fora do teto de gastos não devem ser utilizados, recomendou o TCU.

No começo da crise, foram repassados ao Bolsa Família cerca de R$ 3 bilhões. Essa verba foi criada por crédito extraordinário (fora do limite do teto) para ampliar a cobertura do programa, mas teve que ser bloqueada.

A regra do teto permite que despesas inesperadas sejam realizadas por crédito extraordinário. Isso foi feito, por exemplo, com o auxílio emergencial.

Mas, por recomendação do TCU, o Ministério da Cidadania deixou de usar os recursos, já que, segundo o órgão, há orçamento suficiente para o programa neste ano (dentro do teto de gastos).

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