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Em telefonema a presidente nacional do PSB, Nilo manifesta indignação e admite deixar a legenda

Em telefonema a presidente nacional do PSB, Nilo manifesta indignação e admite deixar a legenda

Por Redação

06/08/2020 às 11:59

Atualizado em 06/08/2020 às 12:08

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal Marcelo Nilo teria se desencantado com PSB depois de ter visto aliado ser preterido em disputa em Poções

Num telefonema ontem ao presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, o deputado federal Marcelo Nilo manifestou sua indignação com a decisão da legenda na Bahia de impedir a candidatura a prefeito de Poções do vice-prefeito do município, o socialista Jorge Luis.

Luis é apoiado por Nilo e aparece com 25% das intenções de voto à Prefeitura do município. No entanto, a direção do PSB na cidade preferiu entregar a legenda ao vereador Leordino Oliveira da Silva, que não pontua e ainda votou em candidatos de outras legendas nas eleições estaduais passadas.

A manobra facilitará a vida do prefeito local, que é filiado ao PTB e candidato à reeleição. O relato foi feito a Siqueira por Nilo, que protagonizou seu primeiro desentendimento público com a colega Lídice da Mata desde que ingressou na legenda. Lídice ficou ao lado da direção do PSB em Poções.

O deputado ficou tão irritado com a situação que antecipou que, na primeira oportunidade, poderá deixar o PSB. "O partido não cumpriu critérios e este negócio de Poções foi a gota-d´água para ver que não há interesse no crescimento do PSB na Bahia", disse Nilo a Siqueira, insinuando que o partido seria cartorial.

Ele também decidiu que irá recorrer contra a decisão. Segundo o deputado, ele cumpriu os três critérios estabelecidos pela executiva para a definição de candidaturas pelo partido: é o parlamentar mais votado no município, pediu em fevereiro por escrito pela candidatura de Jorge Luis e confirmou a candidatura à Prefeitura.

"Deixar de ter um candidato competivivo, com 25% nas pesquisas em Poções para não ter candidato e ser sublegenda do prefeito, que é do PTB, é um absurdo", reforçou o parlamentar. Colegas de Nilo na Câmara consideraram a decisão do PSB um golpe no parlamentar, além de uma tentativa de impedir que cresça no partido.

Há alguns meses, setores ligados à deputada Lídice teriam manifestado desconforto com o perfil politicamente agressivo de Nilo, o qual, para eles, representaria um risco de o parlamentar tentar tomar o controle do PSB das mãos dela, que, no entanto, tem ampla maioria na direção estadual da legenda.

O que mais teria indignado o parlamentar, entretanto, foi o vazamento da reunião da executiva marcada para tratar do tema, que foi transmitida diretamente para o diretório de Poções sem a sua autorização. O caso levou o parlamentar a chamar o secretário-geral do PSB, Rodrigo Hita, de "moleque".

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