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Bolsonaro diz que convidou Temer para chefiar missão do Brasil de ajuda ao Líbano

Bolsonaro diz que convidou Temer para chefiar missão do Brasil de ajuda ao Líbano

Por Folha de S. Paulo

09/08/2020 às 11:08

Atualizado em 09/08/2020 às 13:35

Foto: Alan Santos/PR

Imagem de Bolsonaro diz que convidou Temer para chefiar missão do Brasil de ajuda ao Líbano

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou neste domingo (9) que o avião da FAB (Força Aérea Brasileira) com ajuda humanitária para o Líbano deve partir nos próximos dias, e que convidou o ex-presidente Michel Temer para chefiar uma missão brasileira de ajuda ao país, cuja capital, Beirute, foi parcialmente destruída por uma forte explosão na terça (4).

A explosão na zona portuária da cidade matou ao menos 158 pessoas e feriu cerca de 6.000, numa tragédia que desatou uma onda de revolta e protestos no Líbano. Mais de 60 pessoas continuam desaparecidas, enquanto a esperança de encontrar sobreviventes diminui. Além disso, há milhares de desabrigados.

"Nesse momento difícil, o Brasil não foge a sua responsabilidade", disse Bolsonaro, que transmitiu nas redes sociais uma conferência de chefes de estado para coordenar o auxílio internacional ao Líbano.

Ele revelou o convite feito a Temer ao listar aos participantes da videoconferência a ajuda que seria disponibilizada pelo governo brasileiro.

"Convidei como meu enviado especial e chefe dessa missão o senhor o Michel Temer, filho de libaneses e ex-presidente do Brasil", declarou Bolsonaro.

Em nota, Temer se disse honrado com o convite. "Quando o ato for publicado no Diário Oficial serão tomadas as medidas necessárias para viabilizar a tarefa", afirmou o ex-presidente no comunicado.

A reunião de governantes foi organizada pela ONU (Organização das Nações Unidas) e pelo presidente da França, Emmanuel Macron, que tem liderado os esforços internacionais de socorro ao Líbano. Entre os participantes, estavam o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, e líderes da Jordânia, Egito e Catar.

Bolsonaro destacou que o Brasil é lar da maior diáspora libanesa do mundo —com 10 milhões de brasileiros com origens naquele país— e detalhou a ajuda que será enviada pelo governo.

De acordo com ele, o avião militar que deve partir nos próximos dias levará medicamentos e insumos básicos de saúde que estão sendo reunidos pela comunidade de origem libanesa no Brasil.

Na semana passada, ao ligar para o embaixador do Líbano no Brasil, Joseph Sayah, Bolsonaro informou o diplomata que a aeronave tem capacidade para transportar de 20 a 22 toneladas.

O Brasil enviará ainda, segundo disse Bolsonaro neste domingo, 4.000 toneladas de arroz por via marítima, com o objetivo de atenuar a perda de estoques de cereais ocasionada pela explosão no porto de Beirute.

"Estamos acertando com o governo libanês o envio de uma equipe técnica multidisciplinar para colaborar na realização da perícia da explosão."

"Tudo o que afeta ao Líbano nos afeta como se fosse nosso próprio lar e a nossa própria pátria", finalizou Bolsonaro.

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