Apetite do chamado "Bloquinho" leva vereadores a chamá-lo de "Centrinho"
Por Redação
12/08/2020 às 17:03
Atualizado em 12/08/2020 às 17:03
Foto: Divulgação/Arquivo

Já há, no entorno do Palácio Thomé de Souza, quem trate o famoso 'Bloquinho', que reúne Republicanos, SD, PTB, MDB e PSC, de "Centrinho", numa alusão direta ao Centrão que, na Câmara dos Deputados, é conhecido como um conjunto de partidos fisiológicos e clientelistas, que não possuem uma orientação ideológica específica e são obcecados por espaço no executivo, e conseguiu submeter o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
"O Centrinho quer tudo, da presidência da Câmara à vice de Bruno Reis, passando por secretarias", diz um vereador, advertindo que, se os articuladores do prefeito ACM Neto (DEM) "não tomarem pé" da situação, acabarão criando dificuldades no relacionamento com os demais oito partidos que compõem a base, num momento delicado que é o da montagem de uma campanha à sucessão municipal.
"Eles se juntaram e querem tudo. Imagine se a gente também se juntar do lado de cá, a gente que é o dobro deles, e passar a querer tudo. É isso que querem?", questiona o político. O "Centrinho" foi formado inicialmente pelo SD, PTB, MDB e PSC para influir nas decisões com relação à sucessão junto ao executivo. Mais recentemente, incorporou o Republicanos, braço político da Igreja Universal do Reino de Deus.
O principal líder do Centrinho é o atual presidente da Câmara de Vereadores, Geraldo Jr., do MDB, que ganhou moral no relacionamento com o prefeito ACM Neto (DEM) por ter conseguido, segundo se comenta, articular a retirada de cena da política municipal do presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, que chegou a ensaiar uma candidatura ao Thomé de Souza por um partido da base do governador Rui Costa.
Ele ainda não decidiu se vai disputar a vice ou a reeleição à Câmara com o objetivo de pleitear, mais uma vez, a presidência do Legislativo municipal, cargo no qual já manifestaram interesse, nos bastidores da Casa, pelo menos seis vereadores.
