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Isolado, PT caminha para disputar eleição sozinho em ao menos 13 capitais

Isolado, PT caminha para disputar eleição sozinho em ao menos 13 capitais

Por Redação

12/07/2020 às 10:00

Foto: Paulo Pinto/Agência PT

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Para além da fragmentação da oposição a Bolsonaro, o cenário a quatro meses das eleições municipais aponta para um isolamento do PT. De acordo com levantamento feito pelo jornal O Globo, publicado neste domingo (12), o principal partido de esquerda caminha para disputar as urnas sozinho em pelo menos metade das 26 capitais do país.

De acordo com o impresso, o panorama inclui Rio, São Paulo e Belo Horizonte. A direção petista busca viabilizar o maior número possível de candidaturas próprias nas capitais, mas enfrenta resistência de outras legendas de esquerda. Em vários casos, o PT também não está disposto a abrir mão da cabeça da chapa, o que dificulta as conversas.

O isolamento eleitoral petista provoca receios em dirigentes e é também resultado da estratégia adotada pelo ex-presidente Lula desde que deixou a prisão, em novembro do ano passado. Lula decidiu que o partido não abriria mão de candidaturas próprias nas principais cidades.

Essa postura e o forte sentimento antipetista no eleitorado acabam afugentando potenciais aliados. Na centro-esquerda, as conversas para alianças estão paradas em São Paulo, Rio, BH e Fortaleza.

Em algumas capitais, os diretórios mantêm conversas com outros partidos, mas ainda aguardam o aval do diretório nacional. Em Porto Algre, Florianópolis e Belém, o partido deve abrir mão de ter o candidato a prefeito e lançar nomes como vices.

Na capital do Rio Grande do Sul, o PT decidiu lançar o ex-ministro do Desenvolvimento Miguel Rosetto na chapa de Manuela d’Àvila, que foi candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT) nas eleições de 2018.

No Recife a situação é mais complicada. De um lado, o diretório nacional do partido quer Marília Arraes como candidata. Ela é uma das principais apostas do PT este ano. Já o diretório municipal do partido encaminhou uma resolução às lideranças nacionais em que pede que a decisão de lançar a neta de Miguel Arraes à prefeitura da capital pernambucana seja reconsiderada. Os petistas defendem uma aliança com o PSB e os demais partidos de esquerda.

Enquanto o PT insiste em seus quadros, PDT, PSB e Rede buscam um alinhamento nacional. No Rio, devem lançar Martha Rocha (PDT), ex-chefe da Polícia Civil no estado, ou Eduardo Bandeira de Mello (Rede), ex-presidente do Flamengo. Em São Paulo, os partidos devem fechar em torno do nome de Márcio França (PSB).

As informações são do jornal O Globo.

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