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Depois de entrevista, Manoel Vitório ganha apelido de algoz do empresariado baiano
Depois de entrevista, Manoel Vitório ganha apelido de algoz do empresariado baiano
Por Redação
24/07/2020 às 11:26
Atualizado em 24/07/2020 às 12:00
Foto: Alberto Coutinho/GOVBA

Uma entrevista recente do secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório, se queixando da queda nos níveis de arrecadação tributária pelo Estado devido à pandemia e destacando que, para compensá-la, o foco será concentrado na fiscalização exasperou o ânimo do empresariado com o governo Rui Costa (PT).
Em tempos de aprofundamento de uma crise nacional prolongada, cujo início remonta o desastre da gestão econômica da petista Dilma Rousseff, da mesma turma política que comanda a Bahia vão completar 16 anos, a classe empresarial esperava uma postura mais sensível do administrador das contas do Estado.
Eles notaram, por exemplo, que Vitório não fez uma menção sequer sobre o momento desesperador vivido pela classe produtiva, cuja energia para manter suas atividades e os empregos já foi praticamente toda consumida pela paralisação da economia e a falta de perspectivas para o controle do coronavírus a médio prazo.
Uma visão tecnicamente mais arejada, que apontasse para uma perspectiva de futuro para a economia baiana, sobretudo num momento em que a União lava as mãos ante a necessidade de assumir suas responsabilidades e garantir a continuidade do ambiente de negócios, era o mínimo que se esperava de um governo que faz oposição nacional.
Pelo contrário, o máximo com que o secretário consegue sinalizar, ainda que precariamente, é na direção de que o Estado fará todo o esforço para não deixar a sua peteca cair, o que significa fazer rodar sua pesada e custosa máquina, ainda que sobre as costas de quem produz e, fazendo das tripas, coração, mantém algum nível de atividade.
Em outras palavras, o secretário fala como se tivesse ao seu inteiro dispor uma situação de normalidade que o advento da pandemia eliminou, lamentavelmente, há meses. Se mudanças na forma de relacionamento do Estado baiano com a classe empresarial já eram pedidas antes da disseminação da Covid-19, hoje se tornaram uma exigência.
Faria melhor o secretário da Fazenda se, ao invés de olhar para o próprio umbigo, deslocasse um pouco sua atenção para iniciativas de outros colegas, focando na descoberta de medidas que podem ajudar, neste cenário de desalento e mesmo de abandono do governo central, todos a superarem este momento dificílimo, entendendo o verdadeiro papel do Estado numa crise.
