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CNMP nega pedido do Estado contra recomendação de extinção de contrato do Espanhol com INTS
CNMP nega pedido do Estado contra recomendação de extinção de contrato do Espanhol com INTS
Por Redação
23/07/2020 às 13:32
Atualizado em 23/07/2020 às 14:14
Foto: Elói Corrêa/GOVBA

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) indeferiu, nesta quarta-feira (22), ação com pedido de liminar do Governo do Estado da Bahia contra a suspensão das duas recomendações dos Ministérios Públicos Estadual e Federal no que se refere ao contrato de gestão firmado com o Instituto Nacional de Amparo à Pesquisa, Tecnologia e Inovação na Gestão pública (INTS) e o Hospital Espanhol.
Na primeira recomendação, foi feita uma ressalva com relação ao sobrepreço, indicado pelo Controladoria-Geral da União (CGU), com inclusão indevida do montante de R$ 478.325,85. Já a segunda recomendação indicava a não prorrogação do contrato com o INTS, diante 'das inconsistências observadas no processo seletivo, que não garantem a boa prestação do serviço'.
No documento, constam advertências dirigidas ao governo. Nas investigações, o procurador da República Ovídio Machado e os promotores de Justiça Rita Tourinho, Adriano Assis e Luciano Ghgnone, identificaram irregularidades no processo de contratação para a prestação dos serviços de gestão do Hospital Espanhol, incluindo, ainda, falhas no atendimento a pacientes e familiares, ausência de treinamento e protocolo de atribuições dos funcionários e indícios de subdimensionamento das equipes de UTI.
Os MPs consideram que, diante da grande quantidade de organizações sociais em atuação na Bahia, a oferta de um contrato de valor global de quase R$ 30 milhões deveria alcançar um maior número de interessados. Porém, com o prazo de apenas dois dias úteis para a elaboração das propostas e um termo de referência apontado como insuficiente pela Controladoria-Geral da União (CGU), somente três instituições manifestaram interesse.
Ainda na avaliação dos MPs, a falta de concorrência possibilitou que a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) contratasse uma instituição 'muito mal avaliada tecnicamente'. Na fase de julgamento da qualificação técnica dos interessados, o INTS obteve apenas 4,5 pontos dos 40 possíveis e os demais concorrentes obtiveram nota zero. O pedido feito pelo Estado da Bahia foi negado pelo Conselheiro Relator Oswaldo D’Albuquerque.
