‘Vamos parar de brincar de ditadura', diz Gilmar Mendes
Por Redação
06/06/2020 às 18:46
Atualizado em 06/06/2020 às 18:46
Foto: Nelson Jr/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que, se houver “silêncio” e “inércia” das pessoas à postura antidemocrática do grupo do presidente Jair Bolsonaro, “daqui a pouco pode ser tarde” para a preservação das instituições do Estado. Em entrevista ao jornal Estado de S.Paulo, ele considerou um “alerta” a comparação feita pelo decano da Corte, Celso de Mello, entre o Brasil atual e a Alemanha de Hitler – numa mensagem de WhatsApp, Celso de Mello acusou bolsonaristas de odiar a democracia e pretender instaurar “desprezível e abjeta ditadura”.
Na avaliação de Gilmar, a radicalização da crise “despertou a brasilidade”. As “forças civis”, segundo ele, têm uma mensagem clara: “Vamos parar de brincar de ditadura”. Sobre a reunião de Bolsonaro com ministros em 22 de abril, no Palácio do Planalto, marcada por ofensas e ataques a instituições, o magistrado disse que o encontro revela um meio de governar. “Quem tinha ilusões que não as tenha mais e, portanto, eu acho que ali nos ensinaram como não se fazer uma reunião governamental”, disse o ministro.
