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Preferência dos brasileiros por política pública baseada em especialistas dispara, diz Datafolha

Preferência dos brasileiros por política pública baseada em especialistas dispara, diz Datafolha

Por Folha de S.Paulo

29/06/2020 às 06:43

Atualizado em 29/06/2020 às 06:43

Foto: José Damacena/Fiocruz

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Disparou a preferência do brasileiro pelos especialistas como principais definidores de políticas públicas.

É o que aponta a pesquisa feita pelo Datafolha nos dias 23 e 24 de junho, na qual foram ouvidos 2.016 pessoas por telefone, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Em fevereiro de 2014, 83% dos ouvidos disseram que o governo deveria tomar suas decisões a partir da opinião dos cidadãos, ante 13% que preferiam especialistas sendo ouvidos. Passados mais de seis anos, os especialistas são preferidos por 42%, enquanto os cidadãos foram apontados por 54%.

Não é possível apontar onde a curva começou a se inverter, mas a discussão sobre o papel da ciência nas decisões de governantes sobre a Covid-19 permeia toda a crise da pandemia.

A questão fez parte de um conjunto de seis perguntas feitas pelo Datafolha acerca de relações do Estado com a sociedade.

As respostas se aproximaram, sem exceção, de visões consagradas como mais democráticas no mundo.

Sobre a privacidade, tema questionado também em 2014, houve uma inversão de lógica do brasileiro.

Lá, 56% achavam que quanto mais o governo vigiava as pessoas, melhor seria para a sociedade, ante 35% que pensavam o contrário.

Agora, 50% acham melhor mais liberdade, 15 pontos a mais do que no levantamento passado.

As outras questões mantiveram estabilidade nas respostas em relação a 2014.

O brasileiro rejeita a tortura (79%), embora 17% a admitam em caso de ser o único meio de extrair informações para punir criminosos.

Os direitos humanos têm de ser universais para 65%, enquanto 32% excluem bandidos da equação.

Como a Folha mostrou no domingo (28), 75% das pessoas apoiam a democracia e 10%, aceitam a hipótese de uma ditadura. Entre essas últimas, 41% acham que criminosos não devem ter direitos.

O voto universal é defendido por 81%, enquanto 18% proibiriam os analfabetos de exercer o direito.

Os entrevistados, 83%, acreditam que os movimentos sociais têm direito de se manifestar livremente se cumprirem preceitos da lei e da ordem. Já 14% aceitam atos que não respeitem a legislação.

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