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Fake news e disparos por WhatsApp são corrupção eleitoral do século 21, diz pai da Lei da Ficha Limpa

Fake news e disparos por WhatsApp são corrupção eleitoral do século 21, diz pai da Lei da Ficha Limpa

Por Folha de S.Paulo

04/06/2020 às 12:15

Atualizado em 04/06/2020 às 12:15

Foto: Divulgação

Marlon Reis

Idealizador da Lei da Ficha Limpa, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo ex-presidente Lula (PT) há dez anos, o ex-juiz Márlon Reis, 50, afirma ver as fake news e os disparos ilegais de mensagens como os grandes problemas a serem combatidos nas eleições atualmente.

Depois da lei que barrou candidaturas de políticos cassados ou condenados em segunda instância (como o próprio Lula em 2018), o ex-magistrado sugere que o projeto sobre fake news que tramita no Senado “deixe claro que constitui abuso de poder econômico e dos meios de comunicação” o disparo em massa de fake news.

Em entrevista à Folha, ele afirma que isso facilitaria “processos de cassação, com a vantagem de que essas ações, realizadas com esse fundamento, ainda geram inelegibilidade”. “Uma ficha limpa digital”, diz.

Márlon, que largou a magistratura em 2016 e entrou para a política, concorreu pela Rede nas eleições ao Governo do Tocantins duas vezes em 2018 —uma delas era uma eleição tampão após a cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB). Atualmente, está filiado ao PSB.

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