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Shoppings esperam movimento até 50% menor após reabertura em São Paulo

Shoppings esperam movimento até 50% menor após reabertura em São Paulo

Por Folhapress

28/05/2020 às 07:39

Atualizado em 28/05/2020 às 07:39

Os shoppings esperam uma queda de até 50% no fluxo médio de pessoas e nas vendas após a reabertura restrita anunciada pelo governador de São Paulo, João Doria, para acontecer a partir de 1º de junho.

A comparação é sobre o movimento de antes da pandemia pela Covid-19 e o fechamento do comércio.

Além das restrições impostas pelos protocolos de segurança e higiene, executivos do setor afirmam que a tendência é que a reabertura paulista siga o modelo já observado em alguns municípios do Sul, onde esse processo já começou.

"A expectativa é que haja uma redução de até 50% no fluxo que víamos pré-pandemia, muito também pela limitação de não permitir nada que gere aglomeração, como eventos, teatros ou cinemas. As pessoas também tendem a mostrar maior cautela e atenção em questão à saúde", disse o vice-presidente da Multiplan, Vander Giordano.

Pessoas caminhando com máscaras em um shopping em Brasília após permissão do governo do Distrito Federal para a reabertura nesta quarta-feira (27) Evaristo Sá/AFP Pessoas caminhando com máscaras em um shopping em Brasília após permissão do governo do Distrito Federal para a reabertura nesta quarta-feira (27) ** Assim, a perspectiva é que além do uso de máscaras e da higienização mais frequente das mãos com álcool em gel, consumidores também reduzam o tempo de permanência em shoppings de uma média de 75 minutos para cerca de 25 minutos - situação que também já foi vista em outros estados.

Nas medidas anunciadas por Doria nesta quarta-feira (27), a diretriz inicial é que os estabelecimentos - incluindo os comércios de rua - trabalhem com horário reduzido de quatro horas e com um fluxo de 20% da capacidade original.

Segundo o presidente da Alshop (Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping), Nabil Sahyoun, ainda o retorno seja gradual e relativamente lento, a recuperação do faturamento dos lojistas tende a crescer de forma mais significativa em agosto.

"Tudo também vai depender muito do cenário macroeconômico, com os níveis de desemprego e renda. Mas o movimento tende a ficar mais interessante no Dia dos Pais e a expectativa é que esteja um pouco mais próximo da normalidade no Natal", disse.

No entanto, a retomada lenta do movimento e do faturamento ainda deve pesar principalmente para os micro, pequenos e médios negócios, que já vinham de dois meses de fluxo de caixa comprometido pela quarentena.

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