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Se impeachment for deflagrado, Centrão vai exigir Casa Civil, diz deputado baiano
Se impeachment for deflagrado, Centrão vai exigir Casa Civil, diz deputado baiano
Por Redação
05/05/2020 às 12:36
Foto: Divulgação/Arquivo

Sob a condição de anonimato, um deputado baiano que se orgulha de pertencer ao Centrão disse hoje a este Política Livre que não deverá tardar e o grupo de partidos integrado por cerca de 200 parlamentares vai exigir do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a articulação política do governo.
Ele diz que, nos bastidores, as menções à necessidade de o grupo assumir o comando da Casa Civil tem predominado nas discussões entre os deputados do grupo, junto com a importância de o presidente de Jair Bolsonaro cumprir a palavra e entregar a eles os cargos acordados.
A principal alegação deles é de que negociar com um militar é desconfortável para qualquer parlamentar e, apesar de identificarem boa vontade no general Walter Braga Netto no sentido de atender às recomendações do presidente, sua atuação é considerada insuficiente para impedir um eventual processo de impeachment.
O deputado baiano conta que, neste momento, todos aguardam os desdobramentos das investigações do STF sobre a denúncia de tentativa de interferência na Polícia Federal feitas pelo ex-ministro Sérgio Moro contra o presidente. Seria, em sua avaliação, o tema mais forte a empurrar uma tentativa de impedimento do presidente.
Mas ele argumenta que, embora tenha sido um avanço Bolsonaro abrir o espaço para o Centrão no governo, revendo a estratégia de início da gestão de se manter afastado do grupo, de nada adiantará o esforço se ele não tiver na Casa Civil alguém que fale a linguagem do 'toma lá dá cá' em sua inteireza.
"Se o impeachment for deflagrado, você acha que Braga Neto vai dar conta de conter a fome do Centrão por mais cargos para impedir a deposição do presidente? Só um amador acharia isso e não tenho dúvida de que o presidente já está pensando no que terá que fazer também", afirma.
Ele confirma que, no momento, tudo o que os políticos do Centrão tem concordado em fazer é negar que estejam recebendo cargos em troca de apoio a Bolsonaro, um pedido formulado, segundo ele, pelo próprio presidente para evitar queimar seu filme, ainda mais no momento de saída de Sérgio Moro do governo.
