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Família de Aldir Blanc desmente Regina e diz que recebeu condolências de assessor
Família de Aldir Blanc desmente Regina e diz que recebeu condolências de assessor
Por Folhapress
08/05/2020 às 18:25
Foto: Dida Sampaio/Estadão

Diferentemente do que afirmou a secretária Especial da Cultura, Regina Duarte, em entrevista à CNN Brasil em entrevista à CNN Brasil, a família do compositor e cronista Aldir Blanc, que morreu nesta semana em decorrência do coronavírus, disse que recebeu condolências de um assessor, e não da titular da pasta pessoalmente.
Segundo uma porta-voz da família, a nota de pesar foi enviada por Milton da Luz Filho, assessor da Secretaria Especial da Cultura em Brasília, a uma das filhas de Blanc por mensagem privada no Twitter.
A comunicação, que não leva a assinatura de Regina Duarte, mas apenas do órgão, surpreendeu pelo tom "institucional", "apesar das palavras bonitas", disse ela à BBC News Brasil. Filho também se desculpou por ter recorrido à rede social para enviar a nota pois alegou não ter os contatos da família, acrescentou. O mesmo expediente teria sido usado com as famílias de Moraes Moreira e Rubem Fonseca, que também morreram recentemente.
"A família ficou estarrecida com as declarações dela [Regina Duarte] na entrevista", disse a porta-voz.
Antes mesmo da entrevista à CNN, Regina já havia sido cobrada pelo silêncio não só sobre a morte de Blanc, mas também de outros nomes da cultura brasileira, como Moreira, Fonseca e Flavio Migliaccio. Na ocasião, ela argumentou que, em vez de homenagens públicas, optou por enviar mensagens privadas às famílias.
A BBC News Brasil não teve acesso ao conteúdo da nota e a família de Blanc afirmou que não vai divulgá-la à imprensa, por ora.
Ainda muito abalada com a morte do pai, uma das filhas de Blanc, Patricia, disse à BBC News Brasil que assistiu a trechos da entrevista de Regina Duarte à CNN Brasil e ficou "enojada".
Blanc foi autor de mais de 500 canções, entre elas "O Bêbado e a Equilibrista", que compôs com João Bosco e que ficou famosa na voz da cantora Elis Regina. A canção atingiu o topo das paradas da época e foi apelidada de Hino da Anistia, em um momento em que o Brasil caminhava para pôr fim à ditadura militar. Repleta de referências metafóricas, é considerada um clássico da música brasileira até hoje.
Ele morreu de covid-19 na última segunda-feira, aos 73 anos. Uma de suas filhas, Isabel, teve que fazer um apelo às redes sociais para que o pai pudesse ser transferido para uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
