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Bolsonaro teve aval da Saúde no primeiro decreto de serviços essenciais, mas ignorou novo ministro no segundo
Bolsonaro teve aval da Saúde no primeiro decreto de serviços essenciais, mas ignorou novo ministro no segundo
Por Folha
12/05/2020 às 13:59
Atualizado em 12/05/2020 às 17:24
Foto: Lucio Tavora

Ao ser pego de surpresa pelo decreto de Jair Bolsonaro que inclui academias esportivas, barbearias e salões de beleza na lista de serviços essenciais durante a pandemia do novo coronavírus, o ministro Nelson Teich (Saúde) disse que o tema não é atribuição de sua pasta. "Isso aí é uma decisão do presidente", afirmou.
No entanto, a primeira lista de serviços essenciais anunciada por Bolsonaro em 20 de março passou pelo crivo do Ministério da Saúde, à época comandado por Luiz Henrique Mandetta. Essa lista continha serviços bancários e postais, transporte por táxi e por veículos de aplicativos, entre outros.
A decisão tomada sem o aval de Teich acontece em um momento em que o ministro é alvo de críticas por ser supostamente tutelado em suas ações.
Ele é constantemente acompanhado por membros da Secretaria de Comunicação de Bolsonaro e tem como número 2 o militar Eduardo Pazuello.
Além disso, diversos funcionários do Ministério da Saúde foram recentemente trocados por militares.
