Home
/
Noticias
/
Brasil
/
Relatora da CPMI das Fake News vai propor cassação de mandato de Eduardo Bolsonaro
Relatora da CPMI das Fake News vai propor cassação de mandato de Eduardo Bolsonaro
Por Redação
26/04/2020 às 21:25
Atualizado em 26/04/2020 às 21:31
Foto: Reprodução Fantástico (Rede Globo)

Depois de declarar que as investigações da CPMI das Fake News chegaram "infelizmente" muito próximo dos filhos do presidente da República, Jair Bolsonaro, a relatora da comissão, a deputada federal Lídice da Mata (PSB), disse há pouco, em reportagem do Fantástico, que pode propor a cassação do mandato do deputado federal Eduardo Bolsonaro (Republicanos-SP) no relatório que deve apresentar para apreciação do colegiado.
Lídice afirmou, no entanto, que a proposta terá que vir embasada em provas da participação dos filhos de Bolsonaro - o outro seria o vereador Carlos Bolsonaro (sem partido-RJ) - na divulgação de fake news e disseminação do ódio na sociedade, o que ela disse considerar um verdadeiro crime contra a democracia. A parlamentar declarou ainda que será papel da CPMI sugerir uma proposta de lei que possa tipificar e punir o crime de disseminação de notícias falsas.
Segundo Lídice, há, inclusive, indícios claros de uso de recursos públicos no disparo dos ataques a adversários do presidente pelas redes sociais. "Nós estamos tendo investigações em diversos sentidos, mas sentimos, infelizmente, que nos aproximamos dos filhos do presidente. Essa é a realidade", afirmou a relatora. Segundo ela, o depoimento mais importante até agora na CPMI foi o da deputada federal Joyce Hasselmann (PSL-SP), ex-líder do governo na Câmara.
Foi Joyce quem atribuiu aos irmãos Eduardo e Carlos a montagem do que chamou de "Gabinete do Ódio" no Palácio do Planalto, de onde partiriam as mensagens contra os adversários do presidente da República. O presidente da Comissão, o também baiano Angelo Coronel (PSD), disse lamentar que os filhos do presidente venham tentando, diversas vezes, impedir a continuidade dos trabalhos da CPMI, por meio da Justiça, mas sem sucesso. "É medo", declarou.
