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Moro responde Bolsonaro: “Preservar PF de interferência política não é questão pessoal’

Moro responde Bolsonaro: “Preservar PF de interferência política não é questão pessoal’

Por Estadão

25/04/2020 às 12:01

Atualizado em 25/04/2020 às 12:01

Foto: Gabriela Biló/Estadão

Sergio Moro

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, respondeu, por meio de seu Twitter, a uma publicação do presidente na manhã deste sábado, 25, em que Jair Bolsonaro afirmou tê-lo apoiado em meio ao vazamento de mensagens dele e da força-tarefa da Operação Lava Jato.

“Sobre reclamação na rede social do Sr.Presidente quanto à suposta ingratidão:também apoiei o PR quando ele foi injustamente atacado.Mas preservar a PF de interferência política é uma questão institucional,de Estadode Direito,e não de relacionamento pessoal”, afirmou Moro.

Em seu Twitter, mais cedo, o presidente publicou a mensagem: A Vaza Jato começou em junho de 2019. Foram vazamentos sistemáticos de conversas de Sérgio Moro com membros do MPF. Buscavam anular processos e acabar com a reputação do ex-juiz. Em julho, PT e PDT pediram prisão dele. Em setembro, cobravam o STF. Bolsonaro, no desfile, fez isso”, diz a mensagem, que acompanha uma imagem do presidente ao lado de Moro.

Antes, também neste sábado, Moro compartilhou uma campanha do Ministério da Justiça. “Faça a coisa certa, pelos motivos certos e do jeito certo” foi o lema de campanha de integridade que fizemos logo no início no MJSP”, afirmou.

Ao anunciar a saída do cargo, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, acusou nesta sexta-feira (24) o presidente Jair Bolsonaro de tentar interferir politicamente no comando da Polícia Federal para obter acesso a informações sigilosas e relatórios de inteligência. “O presidente me quer fora do cargo”, disse Moro, ao deixar claro que a saída foi motivada por decisão de Bolsonaro.

Em um pronunciamento de cerca de 40 minutos, o presidente Jair Bolsonaro rebateu o ex-ministro Sérgio Moro que, ao pedir demissão, o acusou de tentar interferir na Polícia Federal. Na fala, no entanto, Bolsonaro reconheceu que quer um contato mais direto com o diretor-geral da instituição e evidenciou ter interesse pessoal em investigações da PF, como o caso da facada que sofreu em 2018. Bolsonaro disse que, se Moro queria independência para fazer nomeações, deveria ter disputado a eleição à presidência.

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