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Marta pede que hotéis com incentivos do município destinem vagas às mulheres vítimas de violência doméstica
Marta pede que hotéis com incentivos do município destinem vagas às mulheres vítimas de violência doméstica
Por Redação
09/04/2020 às 13:53
Atualizado em 09/04/2020 às 13:53

Em meio ao crescimento de casos de violência durante isolamento social, a proposta seria uma contrapartida social dos estabelecimentos incluídos no Programa Especial de Incentivos Fiscais à Atividade Turística (PROTURISMO) da prefeitura_
Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) apresentou um projeto de lei voltado para as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, que conforme dados, aumentou consideravelmente no isolamento social em países, como França e China, e no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro.
A proposta prevê que hotéis e pousadas incluídos no Programa Especial de Incentivos Fiscais à Atividade Turística (PROTURISMO) da prefeitura reservem 5% de suas vagas para mulheres vítimas de violência. O PL também autoriza a prefeitura que requisite vagas para ampliar a proteção, em caso de necessidade, a outros estabelecimentos.
"Em relação ao PROTURISMO, é uma forma desses estabelecimentos que recebem incentivos darem uma contrapartida nesse momento em que foram baixados decretos de estado de calamidade pública em Salvador e na Bahia. Os dados mostram que o aumento da violência tem ocorrido durante a quarentena justamente porque a maioria dos algozes (90%) estão no convívio familiar e 36% são os parceiros das vítimas, conforme pesquisa do Instituto Igarapé", afirma Marta Rodrigues.
Pela proposta, o acolhimento seria provisório e se estenderia também às vítimas do tráfico de mulheres, pelo período mínimo de 15 dias, para que em seguida seja realizado um diagnóstico e encaminhamentos necessários. Os filhos dessas mulheres até 12 anos também teriam o direito às vagas junto com as mães. "Em caso de necessidade, diz o projeto de lei, todos os estabelecimentos do PROTURISMO deverão ser requisitados em sua integralidade e seu uso não poderá se estender para além do período de restrições e calamidade pública em decorrência do COVID-19.
"Para isso a inclusão dessas mulheres em situação de violência, precisamos contar com o apoio do requerimento de órgãos e instituições que compõem a rede de enfrentamento à violência contra mulheres no município", explica a vereadora.
Segundo a edil, é preciso encontrar formas de combater a violência doméstica nesse período, retirando as vítimas da aproximação de seus algozes. "É uma contrapartida justa, a requisição administrativa poderá ser indenizada pelo poder público municipal", acrescenta a petista.
