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Cancelamento de festas de São João deve provocar queda nas vendas de 23%, aponta Fecomércio-BA
Cancelamento de festas de São João deve provocar queda nas vendas de 23%, aponta Fecomércio-BA
Por Redação
09/04/2020 às 12:37
Atualizado em 09/04/2020 às 12:37
Foto: Carla Ornelas/GOVBA

De acordo com cálculos da Fecomércio-BA, o cancelamento dos festejos de São João por algumas cidades do estado da Bahia deve provocar uma retração nas vendas de 23%, especificamente nos setores mais ligados a data festiva, como supermercados e vestuário (roupas, calçados, acessórios, entre outros).
As datas comemorativas ao longo do primeiro semestre serão altamente impactadas pela crise do novo coronavírus. A Fecomércio-BA revisou recentemente a projeção de vendas da Páscoa de 4,9% de crescimento para queda de 5,6%. O Dia das Mães -data que só perde em vendas para o Natal- deve seguir a mesma tendência, até porque o setor de vestuário, que é o mais procurado no evento de maio, tende a estar com suas atividades, no mínimo, funcionando parcialmente.
“Embora os valores do comércio varejista do estado da Bahia apontem os meses de junho e julho como relativamente fracos ao longo do ano, as festividades têm uma importância muito grande, principalmente, para cidades do interior”, esclarece Guilherme Dietze, consultor econômico da Federação.
Guilherme alerta para o impacto negativo no turismo. “As cidades deixarão de receber os turistas. Esses que deixarão de viajar, de se hospedar em pousadas e hotéis, de fazer suas refeições em bares e restaurantes, de comprar o artesanato local, ou seja, de fazer circular a economia, o dinheiro e o emprego, especialmente no interior”, diz.
O efeito colateral do cancelamento do São João é muito grande, pois os recursos perdidos não devem ser repostos ou amenizados posteriormente, numa situação de melhora da situação econômica.
Diante desse cenário, a Fecomércio-BA lamenta a situação de cancelamento das festas de São João, porém é importante seguir as recomendações do isolamento social e evitar aglomerações, feitas pelos órgãos competentes da saúde: OMS, Ministério da Saúde e Secretarias da Saúde, nos âmbitos estadual e municiais.
