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Brasil passa de mil mortes e tem quase 20 mil casos confirmados de coronavírus, diz ministério

Brasil passa de mil mortes e tem quase 20 mil casos confirmados de coronavírus, diz ministério

Por Redação

10/04/2020 às 15:20

Atualizado em 11/04/2020 às 00:04

Foto: Divulgação

Os estados com mais mortes são: São Paulo e Rio de Janeiro

A Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2), superou a marca de mil mortes no Brasil nesta sexta-feira (10). Balanço do Ministério da Saúde aponta o total de 1.056 mortes e 19.638 casos confirmados.

O país chegou a este número 44 dias após o primeiro caso registrado no país e 24 dias após após o registro da primeira morte das vítimas.

Os estados com mais mortes são: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará e Amazonas, respectivamente. Os estados com menos mortes são: Acre (2), Amapá (2), Rondônia (2), Mato Grosso (2), Mato Grosso do Sul (2), Roraima (3), Alagoas (3) e Sergipe (4). Tocantins é o único estado que não registrou mortes. Com informações do G1.
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Emergência em 5 estados e no DF

De acordo com o ministério, são considerados em estado de emergência para o coronavírus o Distrito Federal e os estados: Amazonas, Amapá, São Paulo, Ceará e Rio de Janeiro.

A justificativa para essa classificação é que essas unidades da federação tem taxa de incidência dos casos acima da média nacional.

Enquanto a "incidência nacional" é de 9,3 casos a cada 100 mil habitantes, o número chega a 23,3 no Amazonas.

Casos de coronavírus no Brasil — Foto: Arte/G1

Casos de coronavírus no Brasil — Foto: Arte/G1



Casos de coronavírus no Brasil — Foto: Arte/G1

Casos de coronavírus no Brasil — Foto: Arte/G1



Casos de coronavírus no Brasil — Foto: Arte/G1

Perfil dos mortos

  • A idade média das vítimas até agora é 66 anos, mas há entre os mortos jovens que tinham menos de 30 anos e também pessoas sem doenças prévias relacionadas (comorbidades) que predispõem o paciente a desenvolver um caso grave.
  • A maioria das pessoas com Covid-19 apresenta sintomas leves, a ponto de muitas vezes nem conseguir identificar o problema. O G1 reuniu depoimentos de quem conseguiu se curar da doença. Na fala deles, o sofrimento causado pela Covid-19, a superação que representou se recuperar e o pedido para que quem puder fique em casa.
  • O estado com maior quantidade de mortes é São Paulo, onde 540 pessoas não resistiram à doença - a maior parte delas estava na capital.
  • Até esta sexta-feira (10), somente Tocantins não havia registrado mortes.
  • Por outro lado, levantamento feito pelo G1 aponta que, até a última quarta-feira (8), 12,4% das cidades brasileiras têm pelo menos um caso de coronavírus; todas as capitais registraram casos.
  • Outros 87,6% dos municípios não haviam registrado nenhum caso até 8 de abril.
  • Até 4 de abril, 20 municípios concentravam 73% dos infectados pelo novo coronavírus no país.
  • Em relação ao número de infectados por cada 100 mil habitantes, as regiões com o maior índice são, respectivamente: 1ª região de Fortaleza (43,9), São Paulo (40,4), e Manaus, entorno, e Alto do Rio Negro (28,1).
  • O primeiro caso da doença no Brasil, registrado em 26 de fevereiro, foi de um homem com 61 anos que havia chegado de viagem à Itália, país da Europa mais afetado pela pandemia. A primeira morte confirmada no Brasil foi divulgada em 17 de marçopela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.
  • O primeiro paciente a morrer era um homem de 62 anos com histórico de diabetes, hipertensão e hiperplasia prostática — um aumento benigno da próstata.
  • Um bebê de Natal (RN) que morreu apenas cinco dias após o nascimento é a mais jovem vítima da doença no Brasil. No interior do Ceará, um bebê de três meses de idade também não resistiu à doença.
  • Também entre os mais jovens que morreram com a doença estavam, por exemplo, um adolescente de 15 anos, uma mulher de 28 que havia dado à luz dias antes e um rapaz de 23 anos. Entre os mortos, havia também grávidas como a fisioterapeuta Viviane Albuquerque, que tinha 33 anos e estava no 32º mês de gestação. Até a última terça-feira (7), tinham sido confirmadas ao menos oito mortes de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem com diagnóstico de Covid-19. Outras 11 mortes de profissionais da área seguiam sendo investigadas , segundo o Conselho Federal de Enfermagem (Confen). Entre os profissionais de saúde mortos, estava uma técnica de laboratório de Goiás de 38 anos, uma técnica de enfermagem de Pernambuco de 55 anos e o médico de São Paulo chefe da urgência clínica da Unifesp.
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