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'Problema pode se agravar, mas não há motivo para pânico', diz Bolsonaro sobre coronavírus
'Problema pode se agravar, mas não há motivo para pânico', diz Bolsonaro sobre coronavírus
Por Estadão Conteúdo
06/03/2020 às 22:00
Atualizado em 07/03/2020 às 13:57
Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro, em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, disse que o problema do novo coronavírus no País pode se agravar, mas a população não deve se preocupar. "Ainda que o problema possa se agravar, não há motivo para pânico. Seguir rigorosamente as recomendações dos especialistas é a melhor medida de prevenção", disse.
O pronunciamento se estendeu por dois minutos. O presidente disse que o Brasil reforçou seu sistema de vigilância em portos, aeroportos e unidades de saúde. Ele destacou que os Estados vêm sendo apoiados pelo governo federal. "O governo federal vem prestando informações técnicas a todos os Estados por intermédio do Ministério da Saúde. Os demais ministérios uniram esforços e, juntos aos demais poderes, seguirão garantido o funcionamento das instituições até o retorno à normalidade".
Bolsonaro acrescentou que ações foram determinadas para enfrentar o vírus, como a ampliação do funcionamento dos postos de saúde e o reforço a hospitais e laboratórios. "Convoco a população brasileira, em especial os profissionais de saúde, para que trabalhemos unidos e superemos juntos essa situação. O momento é de união."
A decisão sobre o pronunciamento ocorreu após o aumento de casos de coronavírus no país. O núcleo militar avaliou que diante de informações do agravamento da epidemia no mundo seria necessário fazer um comunicado aos brasileiros de que o governo está preparado para enfrentar a crise e assim evitar alarde na população.
Na tarde desta sexta-feira, 6, o Ministério da Saúde divulgou que subiu para 13 o número de infectados. De manhã, Bolsonaro já havia se reunido com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O encontro ocorreu logo após a secretaria de saúde da Bahia confirmar o nono caso de contaminação no País. O ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, disse que o objetivo era "acalmar, levar a informação correta". "O Mandetta está assessorando", disse.
