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Tasso diz que novo marco de saneamento deve ser aprovado no Senado sem alterações
Tasso diz que novo marco de saneamento deve ser aprovado no Senado sem alterações
Por Estadão Conteúdo
04/02/2020 às 19:30
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) afirmou ao Estadão/Broadcast que o novo marco legal do saneamento básico deve ser aprovado rapidamente pelo Senado sem retornar à Câmara. O tucano deve ser o relator da proposta aprovada pelos deputados federais no ano passado.
Tasso pediu à assessoria de seu gabinete uma análise do conteúdo aprovado pela Câmara. A ideia é aprovar sem alterações que façam o texto retornar aos deputados, agilizando o envio à sanção do projeto pelo presidente Jair Bolsonaro. "O inteiro, a não ser que tenha uma coisa aqui ou lá que possa ser mudada, é aprovar o mais rápido possível. É mais urgente que a reforma tributária", disse.
No ano passado, o Senado aprovou o projeto de autoria de Tasso. Na Câmara, os deputados votaram a proposta em cima de um texto encaminhado pelo governo, deixando de lado a proposta dos senadores. Com isso, se houver alterações, a palavra final será da Câmara. A estratégia incomodou Tasso.
"Eu acho que isso é uma coisa infantil. Mas, para mim, não é grave não. Só é infantil", afirmou o senador. Em 2019, a medida provisória editada pelo ex-presidente Michel Temer e relatada pelo tucano caducou sem ser votada pela Câmara e pelo Senado. "A MP caducou na Câmara e agora existe essa definição, essa posição, mas é infantil. É bobagem".
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defende aprovar o texto sem alterações. A tramitação do projeto ainda não começou no Senado e ainda aguarda definição do cronograma. A proposta deve ser votada pela Comissão de Infraestrutura e depois pelo plenário.
O projeto é apontado como um dos mais importantes deste ano e essencial para a atração de investimentos privados ao setor. A proposta abre caminho para privatização de estatais de saneamento, como a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
O texto prevê o fim dos chamados contratos de programa, assinados entre prefeituras e empresas estaduais sem licitação, e a substituição pelos contratos de concessão, permitindo participação da iniciativa privada. O texto aprovado na Câmara autoriza a renovação dos contratos das empresas estatais por mais 30 anos, desde que o processo ocorra até março de 2022. O prazo foi uma condição colocado por governadores e parlamentares para apoiar a proposta.
