Vereadores decidem antecipar votação e mantêm vetos do Executivo
Por Fernanda Chagas
19/02/2020 às 18:34
Atualizado em 19/02/2020 às 18:50
Foto: Antonio Queirós/CMS

Ao contrário do que era previsto, os vereadores de Salvador decidiram, em meio ao uma sessão tumultuada, com direito a agressão entre pares antecipar a votação dos vetos do prefeito ACM Neto (DEM), cuja previsão de apreciação, conforme acordo entre o presidente Geraldo Júnior (SD) e os líderes de bancadas era de apreciação somente após o Carnaval.
Sem surpresas, os vetos do Executivo à matérias de autoria dos parlamentares em sua maioria (seis) que sobrestavam a Ordem do Dia foram mantidos pelos edis. Dentre os artigos, que tiveram a manutenção aprovada pela Casa, apenas dois (nº 26/19 e nº 27/19) eram oriundos da Prefeitura - referente ao programa Sempre Melhor (PL nº 178/19) e o Sistema Único da Assistência Social - SUAS (PL n°139/19).
Os demais vetos (n°28/19, nº29/19, n°30/19, nº31/19, nº32/19, n°33/19) obstruem projetos de lei apresentados pelos vereadores Sidninho (Podemos), Alexandre Aleluia (DEM), Marcos Mendes (PSOL), Ana Rita Tavares (PMB), Maurício Trindade (DEM) e Beca (Cidadania), respectivamente.
A aprovação ocorreu com votos contrários, em diferentes matérias, das vereadoras Aladilce Souza (PCdoB), Marta Rodrigues (PT) e Ana Rita Tavares; além dos vereadores Suíca e Moisés Rocha, do PT, Marcos Mendes, Sílvio Humberto (PSB), Sidninho e Helio Ferreira (PCdoB). Da base governista, apenas o vereador Cezar Leite, de saída do PSDB votou de forma contrária.
Ainda, cerca de 90 proposições - entre projetos de resolução e requerimentos - de autoria dos vereadores, foram aprovadas em plenário. Dentre eles, foi aprovado Projeto de Resolução, de autoria do presidente em que concede a Medalha Thomé de Souza ao cantor soteropolitano Léo Santana. Trata-se da a mais alta honraria da Casa, destinada àqueles que prestam relevantes serviço à cidade de Salvador.
