Bolsa ensaia recuperação, mas volta a cair; dólar diminui ritmo de alta
Por Estadão Conteúdo
27/02/2020 às 17:00
Foto: Werther Santana/Estadão

O Ibovespa ensaiou se firmar acima dos 106 mil pontos, com ganhos em torno de 0,5% na tarde desta quinta-feira, 27, depois de cair mais de 2% no período da manhã, mas voltou ao terreno negativo, com a piora dos índices de ações em Nova York, em queda na casa de 2%, e especialmente do petróleo, com o Brent recuando em torno de 3,5%.
Às 15h50, o principal índice da B3 cedia 0,19%, a 105.516,72 pontos, tendo oscilado entre mínima de 103.222,72, pela manhã, e máxima a 106.656,32 pontos. No mesmo horário, Petrobras ON caía 0,90% e a PN cedia 0,65%.
Depois de bater em R$ 4,50, o dólar diminuiu o ritmo de alta e chegou a voltar ao nível de R$ 4,45, mas às 16h, tinha alta de 0,85%, cotado a R$ 4,4784.
As Bolsas de Nova York chegaram a melhorar depois de comentários mais otimistas do Federal Reserve (Fed, o banco central americano. "Obviamente estamos monitorando o coronavírus", disse o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans. "Tendemos a pensar que efeito econômico do coronavírus será temporário."
Na Europa, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, minimizou as chances de a instituição realizar uma resposta imediata ao avanço do coronavírus. A dirigente disse que o surto ainda não está em uma fase em que tenha efeitos duradouros na inflação.
No noticiário corporativo, a Starbucks reabriu centenas de lojas na China que tinham sido fechadas em função do surto da doença.
O Santander informou que o presidente do banco no Brasil, Sergio Rial, foi indicado para fazer parte do Conselho de Administração global do grupo espanhol. Na B3, o Santander subia 0,89%, acompanhando a recuperação dos papéis do setor financeiro.
Na quarta-feira, 26, a Bolsa recuou 7% e a moeda americana se aproximou de R$ 4,45 e terminou o pregão com valorização de 1,11% no mercado à vista, em novo recorde, cotado a R$ 4,4413, num movimento limitado pelos leilões de dólar anunciados pelo Banco Central.
