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Advogado dos Bolsonaros questiona comoção maior com Marielle e diz que Adriano nunca foi miliciano

Advogado dos Bolsonaros questiona comoção maior com Marielle e diz que Adriano nunca foi miliciano

Por Folha de S.Paulo

19/02/2020 às 09:33

Atualizado em 19/02/2020 às 09:33

Foto: Gabriela Biló/Arquivo/Estadão

Frederick Wassef

O advogado de Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro, Frederick Wassef, diz que a morte do ex-PM Adriano da Nóbrega foi uma "execução", com a participação do governo da Bahia.

Em entrevista à Folha nesta terça (18), ele afirma que o ex-capitão do Bope “não é miliciano, nunca foi miliciano, não participava de nenhuma milícia”.

Acusado de comandar a mais antiga mílicia do Rio, Adriano era investigado por participação em diversos homicídios no Rio, suspeito de integrar um grupo de assassinos profissionais do estado e ser sócio no jogo de máquinas caça-níqueis.

"O que tem é um brasileiro, a quem chamaram de miliciano, de chefe do escritório do crime, de envolvido na morte de Marielle [Franco, vereadora do PSOL assassinada em 2018] e de ser ligado à família Bolsonaro. Eu lhe afirmo e desafio a qualquer um no Brasil: todas as afirmações são falsas, mentirosas e levianas. O único objetivo dessa farsa é atingir a imagem da família Bolsonaro”, afirma.

O ex-PM foi homenageado e defendido pelo presidente e seu filho em 2005, quando chegou a ser condenado por homicídio —depois absolvido. Duas familiares trabalharam com Flávio, quando era deputado estadual. Adriano aparece também citado na investigação que apura a prática de “rachadinha" no antigo gabinete do senador.

Segundo Wassef, porém, ”forças ocultas” do Rio quiseram “fabricar esse personagem, um monstro” para atrelá-lo ao filho do presidente. “De forma fraudulenta e por meio de fake news tentaram ligar Adriano a Flávio Bolsonaro”, diz. “Está claro que ele [Adriano] caiu em uma cilada”.

O advogado diz também que "infindáveis fontes" lhe disseram que o ex-capitão do Bope era considerado "o famoso capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite".

Como mostrou o Painel, o advogado tem a opinião de que o caso deveria ser federalizado e que é "muitíssimo mais grave" que o da menina Ágatha Félix, baleada no Rio no ano passado.

“Por que tanta comoção com Marielle? Por que todo mundo grita até hoje, entidades nacionais e internacionais? O quê que Marielle tinha que Adriano não tinha?”, questiona.

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