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Horas depois de Bruno ser lançado à Prefeitura, cobiça por sua vice dispara

Horas depois de Bruno ser lançado à Prefeitura, cobiça por sua vice dispara

Por Fernanda Chagas

06/01/2020 às 17:46

Atualizado em 06/01/2020 às 19:57

Foto: Mari Leal

Informações dão conta de que todo processo será acompanhado de perto por Neto

Antes mesmo da oficialização ao posto de pré-candidato à sucessão do prefeito ACM Neto e não faltavam pretensos postulantes a vice na chapa encabeçada por Bruno Reis (DEM). Após legitimado como primeiro representante do grupo e a cobiça, a guerra pelo posto se escancarou, disparou com nomes como os do deputado federal João Roma, da ex-congressista Tia Eron [ambos Republicanos], do presidente da Câmara de Salvador Geraldo Júnior (SD) e de integrantes do PSDB se colocando como possibilidades. Nem mesmo o ex-democrata Leo Prates, de malas prontas para o PDT, ficou de fora desse novo debate.

Conforme Roma, a sigla a qual integra possui todas as credenciais não só para apontar um vice para ACM Neto, como para galgar mais espaço na administração. “Eu e nosso presidente estadual, o deputado Marcio Marinho, sabemos o quanto Republicanos tem sido importante para o sucesso da gestão do prefeito ACM Neto e seguiremos marchando juntos para continuar fazendo a nossa capital avançar", lembrou, arrematando serem protagonistas desta transformação e que saberão cada vez mais ajudar a avançar e transformar Salvador. “Afinal, nosso partido sabe fazer política de verdade. Olho no olho, pegando na mão”, frisou.

Geraldo Júnior, da mesma forma, já admitiu que o bloco partidário independente SD-MDB-PTB-PSC coordenado por ele pode construir um candidato a vice na chapa de Bruno Reis. Porém, conforme antecipado pelo Política Livre, a desistência do presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, em concorrer à Prefeitura de Salvador em 2020, atrapalhou o projeto eleitoral de Geraldo Jr, que perdeu um dos principais suportes para manter sua estratégia para a política municipal.

Com isso, corre solto que ele se viu obrigado a desistir da pré-candidatura em troca de um acordo para ser reconduzido ao cargo de presidente na Câmara de Salvador com o apoio do prefeito, embora negue sob o argumento de que: “Ninguém pode ser presidente antes de ser vereador. Preciso ser eleito vereador primeiro”. Ele teria ainda a garantia junto com seu grupo de espaços no Thomé de Souza e isso foi confirmado pelo próprio Bruno, caso seja eleito. Por tabela, o presidente da Câmara ainda fará parte da coordenação política da campanha de Bruno. Nas entrelinhas, a leitura é de que ele teria bônus demais.

Os tucanos também, embora ainda não tenham colocado nomes no tabuleiro, ao desistirem de lançar candidato e declarar apoio ao democrata, colocaram na mesa que o partido se sentará com o prefeito ACM Neto e demais partidos para discutir a participação na chapa.

Ao todo o processo o se inicia com a adesão de 12 partidos e o protagonista garante que até às convenções em junho o pensará em um nome para a vaga do número 2, hoje ocupada por ele. Contudo, informações chegadas à reportagem dão conta de que toda articulação será coordenada, costurada de perto por Neto que não aceitará ‘chantagens descabidas’. “Mas sim, alianças que somem”, adiantou uma fonte sob a condição de anonimato.

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