Doria diz que governadores estão relutantes em mexer no ICMS da gasolina
Por Folhapress
10/01/2020 às 15:00
Atualizado em 10/01/2020 às 15:00
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou a descartar, nesta sexta-feira (10), a possibilidade de reduzir o ICMS dos combustíveis, como sugerido há alguns dias pelo presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou também que cabe ao governo federal pensar em "saídas e alternativas" para elevação dos preços.
Doria disse ter trocado mensagens com os demais governadores por meio do WhatsApp e que existiria, entre os representantes dos demais estados, uma "posição muito relutante" quanto a mexer nas alíquotas. "Nós trocamos mensagens, temos um grupo de WhatsApp dos governadores, chama-se Fórum dos Governadores, e há uma posição muito relutante dos governadores de assumirem uma responsabilidade por aquilo que compete ao governo federal", disse.
Sem citar diretamente o presidente Jair Bolsonaro, disse que o tema não é específico de São Paulo, pois passa pelos 27 estados e é de responsabilidade federal. O assunto deve ser discutido em fevereiro, durante um encontro em Brasília (DF). "No entendimento do nosso grupo esse é um tema que compete ao governo federal pensar em saídas e alternativas e não transferir essas decisões aos estados", afirmou.
Sobre a privatização dos portos de Santos e de São Sebastião, o governador de São Paulo afirmou ter feito uma "referência equivocada" ao dizer que a concessão ocorreria ainda neste ano. Os dois portos estão sob gestão federal. Na quinta, em transmissão via internet, o presidente Jair Bolsonaro criticou Doria e disse que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, tinha desmentido o calendário. Nesta sexta, Doria disse que se confundiu, mas que o final da coletiva entrou em contato com o ministro da Infraestrutura para se desculpar.
