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Diretor de saneamento é afastado em meio à crise da água no Rio

Diretor de saneamento é afastado em meio à crise da água no Rio

Por Estadão Conteúdo

17/01/2020 às 18:51

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) do Rio de Janeiro

O diretor de saneamento da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Marcos Chimelli, foi afastado nesta sexta-feira, 17, do cargo. Desde o último dia 6, a Cedae vem recebendo queixas de moradores do Rio sobre o gosto, o cheiro e o aspecto da água que sai das torneiras. A Polícia Civil e o Ministério Público estão investigando o problema.

O governador Wilson Witzel, que estava de férias na Disney, voltou na quinta-feira, 16, ao país, em meio à crise da água. Na última terça-feira, ele já havia publicado em uma rede social que a situação era “inadmissível” e que a empresa deveria “acelerar a solução definitiva” do problema. Nesta sexta, 17, Witzel teria se reunido com o presidente da Cedae, Hélio Cabral, para tratar da questão. Durante a semana, Cabral deu uma entrevista coletiva na qual pediu desculpas à população e prometeu que a situação será normalizada até semana que vem.

Funcionários da Cedae estiveram na manhã desta sexta na Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) para prestar esclarecimentos, entre eles, o ex-chefe da Estação de Tratamento de Água do Guandu Júlio César Antunes, que foi afastado do cargo na última terça-feira, e o atual responsável pela área, Pedro Ortolano.

Também na manhã desta sexta, policiais voltaram ao Guandu para colher amostras de água. Na véspera eles já tinham estado na estação de tratamento. A polícia investiga se houve falhas na operação da companhia ou mesmo sabotagem que possam ter levado à contaminação da água pela geosmina - uma substância formada por algas na presença de matéria orgânica e calor e que causa o gosto e o cheiro de terra na água.

A Cedae garante que a única alteração encontrada na água foi a presença da geosmina e que ela não faz mal à saúde. No entanto, há diversos relatos de pessoas que teriam passado mal depois de ingerir a água. Especialistas afirmam que a geosmina não causa o aspecto turvo que muitos moradores vêm apontando na água e que a turbidez poderia ser causada por algum outro contaminante. Em comunicado conjunto, especialistas da UFRJ afirmaram que há riscos à população na água distribuída no Rio.

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