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Bolsonaro critica 'falsa direita' e diz que atrapalharia democracia se vetasse fundo eleitoral

Bolsonaro critica 'falsa direita' e diz que atrapalharia democracia se vetasse fundo eleitoral

Por Folha de S.Paulo

18/01/2020 às 20:00

Atualizado em 18/01/2020 às 20:17

Foto: Dida Sampaio/Arquivo/Estadão

Jair Bolsonaro

Sob ataques por ter sancionado um fundo eleitoral de R$ 2 bilhões, o presidente Jair Bolsonaro chamou de "falsa direita" quem o critica pela iniciativa e afirmou neste sábado (18) que atrapalharia a democracia se vetasse a medida.

Em evento de mobilização do Aliança pelo Brasil, partido que pretende viabilizar, ele disse que é escravo da legislação e que os deputados e senadores do PSL que se posicionam contra a decisão dele falam "abobrinha".

“A esquerda bater tudo bem. A falsa direita e os isentões já caem de pau. ‘Ele deveria vetar esse fundão’. Eu tenho de cumprir a lei”, disse. “Nós somos escravos da lei. Eu estaria atrapalhando a democracia e o cumprimento da lei eleitoral com o veto”, acrescentou.

Em discurso a entusiastas da nova sigla, o presidente disse que teria argumentos para vetar um fundo eleitoral de R$ 3,8 bilhões, mas que o valor de R$ 2 bilhões é uma proposta da Justiça Eleitoral e que ele poderia correr o risco de ser condenado por crime de responsabilidade caso não sancionasse.

“Se fosse R$ 3,8 bilhões, eu ia vetar. Interesse público e tinha argumento para isso. Mas aprovou R$ 2 bilhões. A proposta veio do TSE [Tribunal Superior Eleitoral], não foi minha. Aí vem alguns coleguinhas eleitos do PSL falar abobrinha”, afirmou.

Ele disse ainda que o Brasil não se resume a ele e que é necessário respeitar o Legislativo e o Judiciário. O presidente afirmou que, à frente do Poder Executivo, é obrigado às vezes a sancionar iniciativas contra a sua vontade.

“Nós temos de agir com inteligência. De vez em quando, recuar. Algumas coisas eu sanciono contra a minha vontade. Outras eu veto contra a minha vontade também”, disse.

O presidente reclamou ainda que tem sofrido muitas críticas nas redes sociais e disse que não pode fazer nada caso alguns eleitores bolsonaristas deixem de votar nele por causa da sanção do montante.

Na noite de sexta-feira (17), o ministro-chefe da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, informou que foi sancionada integralmente a LOA (Lei Orçamentária Anual) deste ano, incluindo os recursos para o fundão eleitoral.

“Quem perde são os 100 milhões de brasileiros sem esgoto e crianças sem acesso a educação. E não venham com mimimi. Votei nele no 2º turno. Votei nele esperando algo diferente. Não votei nele pra aprovar esse absurdo”, disse o deputado Vinicius Poit (Novo-SP) em suas redes sociais.

Para o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), ex-aliado e atual desafeto do presidente, Bolsonaro teria se aproveitado do intenso noticiário sobre o governo para autorizar o fundão. A informação da sanção do Orçamento foi divulgada na sexta-feira (17), perto das 23h.

“Ele aproveitou a confusão da Secom que é verdade, aproveitou a confusão do covarde do [Roberto] Alvim [demitido da Cultura após vídeo com referências nazistas] e sancionou o fundão eleitoral. Não tem coragem para agir no cara a cara faz na calada da noite”, disse.

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