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Presidente do STJ defende ‘importância da verdade’ e diz que País enfrenta batalha contra as fake news

Presidente do STJ defende ‘importância da verdade’ e diz que País enfrenta batalha contra as fake news

Por Estadão

06/12/2019 às 13:13

Atualizado em 06/12/2019 às 13:15

Foto: Divulgação

Ministro João Otávio de Noronha

O ministro João Otávio de Noronha, presidente do Superior Tribunal de Justiça, disse que o País ‘enfrenta uma batalha contra as fake news‘. Segundo ele, ‘o Poder Judiciário está cada vez mais sobrecarregado de processos e isso repercute na imprensa, principalmente nas redes sociais’. Noronha recomendou ‘enorme cuidado das assessorias de comunicação social dos órgãos da Justiça’.

O alerta do ministro foi dado durante a abertura do III Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, nesta quinta, 5, que se estende por esta sexta, 6, na sede do Conselho da Justiça Federal, em Brasília.

A meta do encontro é discutir ações estratégicas de comunicação para o Poder Judiciário.

Noronha falou da ‘necessidade de defender a verdade’.

Ele considera que ‘a notícia deve ser disseminada com ética, transparência e celeridade’.

Ele destacou ‘o grande trabalho que os assessores do Poder Judiciário vêm desempenhando ao longo dos anos’.

O presidente do STJ informou que, até o terceiro trimestre de 2019, a Corte superior foi objeto de 15.139 reportagens publicadas em diversos veículos de comunicação por todo o país.

“Demonstra a importância de cuidar cada vez mais do que é divulgado internamente e do atendimento à imprensa em geral”, sugeriu João Otávio de Noronha.

O ministro lembrou a inauguração, em setembro, da Sala de Imprensa do STJ, criada para melhor atender aos jornalistas que fazem a cobertura de sessões e eventos no tribunal.

A abertura do encontro, nesta quinta, 5, contou com a presença do presidente do Supremo e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Dias Toffoli, que formalizou a edição de uma portaria para atualizar a composição e as atribuições do Comitê de Comunicação Social do Poder Judiciário.

Farão parte do comitê, indicados pelo CNJ, os secretários de comunicação do STF e do CNJ, os responsáveis pela comunicação social dos tribunais e conselhos superiores, além de um representante dos Tribunais de Justiça, um dos Tribunais Regionais Eleitorais, um dos Tribunais Regionais do Trabalho e um dos Tribunais Regionais Federais.

Toffoli ressaltou a necessidade da comunicação no combate a preconceitos disseminados na sociedade brasileira contra a Justiça, ‘como a ideia de que os juízes são lenientes com criminosos e pouco produtivos – apesar de darem solução definitiva a 32 milhões de processos por ano.

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