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Prefeito de Irecê admite que obras da sua gestão resultarão em tragédia daqui a cinco anos

Prefeito de Irecê admite que obras da sua gestão resultarão em tragédia daqui a cinco anos

Por Fernanda Chagas

01/12/2019 às 12:01

Foto: Divulgação

Vaz ainda reconheceu que o cofre público da prefeitura vive no limite, pois ele não teria nascido para guardar dinheiro

O prefeito de Irecê Elmo Vaz (PSB), que não esconde o desejo de reeleição, surpreendeu ao admitir publicamente que obras da sua gestão resulturão em tragédia. Conforme ele, as pavimentações asfálticas realizadas na parte alta farão a ‘água subir em alturas absurdas’ na parte baixa da cidade.

“Daqui há cinco, 10 anos Irecê terá tragédia na parte baixa porque a água vai subir a alturas absurdas. As famílias de cima clamam por um asfalto e quando faço isso para atendê-los a água aumenta aqui embaixo e eu sou engenheiro, da área de saneamento e falo com propriedade”, admitiu em entrevista a uma rádio local.

Vaz ainda reconheceu que o cofre público da prefeitura vive no limite, pois ele não teria nascido para guardar dinheiro e, por tabela, gosta de ‘comprar fiado’.

“Eu não nasci pra guardar dinheiro. Eu sou um prefeito que só vive apertado. A área financeira o secretário me esconde porque sobrou aqui eu já quero gastar e a turma me pede calma. Mas não é nada demais”, arrematou, complementando que não pagou o décimo terceiro porque esticou a corda demais.

“Não paguei o décimo terceiro porque estiquei a corda demais e por isso que as vezes estou apertado mesmo e tu sabe que quando a gente fica zerado a gente se acha no direito de comprar umas coisinhas. Gastar um pouquinho fiado”. Por fim, ele afirmou “não ter não tem coisa pior na vida de um homem do que ele falar uma coisa e não cumprir”.

Em maio deste ano, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) pediu a prisão e o afastamento do prefeito, por supostas irregularidades cometidas na contratação da empresa ANM – Serviço de Apoio e Assessoria Administrativa. A empresa, de acordo com a peça formulada pelo órgão, foi contratada sem licitação com o objetivo de prestar “assessoria jurídica para recuperação de receitas tributárias junto à empresa de telefonia móvel relativos a débitos tributários do município”. O ex-presidente da Codevasf conseguiu reverter o impasse a seu favor.

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