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Acusado de ajudar Rui, Neto diz não ver incoerência em petista fazer reforma da Previdência
Acusado de ajudar Rui, Neto diz não ver incoerência em petista fazer reforma da Previdência
Por Fernanda Chagas
19/12/2019 às 17:26
Atualizado em 19/12/2019 às 17:28
Foto: Divulgação

Acusado de ter instruído deputados da sua base para ajudar os poucos presentes em plenário ontem na Assembleia Legislativa da Bahia a aprovar a prioridade para tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 157/2019, do Executivo estadual, que altera o regime de previdência dos servidores públicos estaduais, o prefeito ACM Neto, presidente nacional do DEM, admitiu não haver nenhuma incoerência em o PT assumir a necessidade de implementar a reforma.
“O que existe é uma visão comum da necessidade, a partir principalmente do que aconteceu esse ano no Congresso Nacional, de que a Bahia e Salvador façam a reforma da Previdência. A gente não tem como manter um discurso lá e outra aqui, eu não vou cair nessa, não serei incoerente, se meus adversários são incoerentes é outra história. Para mim está claro qual é o posicionamento do governador à medida que mandou a reforma assumindo a necessidade de fazer a reforma e isso obviamente elimina qualquer movimento e retira qualquer discurso o contrário. O que temos agora é o PT da Bahia assumindo a necessidade de se fazer a reforma que nós defendemos lá e não há nenhuma incoerência nisso e da nossa parte há uma posição de maturidade, responsabilidade”, admitiu, ponderando, entretanto, que pelo que sabe essa temática só será deliberada em 2020.
“Oportunidade em que os deputados estaduais terão a oportunidade de discutir os detalhes, fazer o debate desta emenda constitucional”, arrematou com naturalidade. Com a votação da prioridade por acordo de líderes, o processo de tramitação da PEC da previdência será encurtado em 50%. A expectativa é de que o projeto esteja aprovado no dia 21 de janeiro em sessão extraordinária, já que até o dia 3 de fevereiro a Casa permanece em recesso, funcionando apenas em regime de “turnão”. Segundo deputado da Oposição ouvido pelo Política Livre, Neto se envolveu no processo porque tem o interesse em aprovar projeto semelhante na Câmara Municipal de Salvador (CMS), com o aval da bancada oposicionista.
