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Lava Jato Rio denuncia Dario Messer, ex-presidente do Paraguai e mais 17 pessoas

Lava Jato Rio denuncia Dario Messer, ex-presidente do Paraguai e mais 17 pessoas

Por Estadão

21/12/2019 às 06:42

Atualizado em 21/12/2019 às 15:32

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Força-tarefa pediu condenação de 11 brasileiros, sete paraguaios e um uruguaio

A partir de apurações da Operação Patrón, o Ministério Público Federal ofereceu à Justiça denúncia contra 19 investigados, incluindo os doleiros Dario Messer (o "doleiro dos doleiros") e Najun Turner, e o ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes. Na denúncia apresentada nesta quinta-feira (19), à 7.ª Vara Federal Criminal do Rio, a força-tarefa Lava Jato/RJ pediu a condenação de 11 brasileiros, sete paraguaios e um uruguaio. Eles são acusados de formar uma organização especializada em lavagem de dinheiro e outros crimes que operavam pelo menos desde os anos 2000.

"A organização comandada por Messer vinha praticando câmbio ilegal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro a partir dos países de origem de seus integrantes", sustenta a Procuradoria.

A denúncia diz que "o braço transnacional da organização foi rastreado a partir das apurações de esquemas de um de seus clientes: o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral, chefe de uma organização especializada em corrupção e que usou serviços da rede de Messer no Uruguai para ocultar cifras milionárias oriundas de crimes no Palácio Guanabara e na Assembleia Legislativa". Deflagrada em 19 de novembro, a Operação Patrón aprofundou as investigações da Lava Jato Rio nas operações ilícitas do grupo de Messer em países do Mercosul. Na denúncia de 211 páginas, o Ministério Público Federal apontou 17 fatos criminosos supostamente cometidos pela organização desde 2011.

A Procuradoria sustenta que "certos crimes não cessaram mesmo após a prisão de Messer, em julho". Ele ficou 14 meses foragido da Justiça. Para os 11 procuradores da Lava Jato/RJ, o ramo da organização de Messer no Paraguai era "tão poderoso que lhe permitiu continuar a ocultar grandes somas de dinheiro ilícito - cerca de US$1,5 milhão foi movimentado - 'e financiar sua fuga'". As tarefas eram divididas entre os membros do grupo, que o MPF identificou com três núcleos especializados.

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