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Bolsonaro perguntou se deputada foi prostituta, diz Joice em CPMI das Fake News

Bolsonaro perguntou se deputada foi prostituta, diz Joice em CPMI das Fake News

Por Estadão

05/12/2019 às 06:58

Atualizado em 05/12/2019 às 06:58

Foto: Dida Sampaio/Arquivo/Estadão

Joice Hasselmann

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) revelou nesta quarta-feira, 4, uma conversa privada que teria tido com o presidente da República, Jair Bolsonaro, após ele ter sido eleito. Em depoimento na CPMI das Fake News, ela afirmou que o Bolsonaro quis saber se a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), de quem Joice é desafeta, trabalhou como prostituta na Espanha.

O assunto veio à tona após Zambelli acusar Joice de ter tentado desqualificá-la junto ao presidente, inclusive entregando para ele um dossiê com informações falsas ainda durante as eleições de 2018. Tal dossiê, narrou Zambelli, “dizia que eu era abortista e drogada. Tive que fazer exame toxicológico para desmentir isso”.

Ao se defender, Joice chamou Zambelli de “mentirosa e burra”, e disse que foi o próprio presidente quem perguntou sobre o suposto passado dela. Também negou a existência de um dossiê. “Quem me perguntou, textualmente, na sala, olhando no meu olho, se você tinha sido prostituta na Espanha, depois de eleito, foi o presidente. Pergunta para ele”, rebateu Joice. Procurado, o Palácio do Planalto não se manifestou sobre o assunto até o momento.

A sessão foi marcada para ataques entre bolsonaristas e ex-aliados do presidente. Segundo Joice, um dos mais ativos grupos de propagadores de notícias falsas e difamações seria o chamado “gabinete do ódio”, integrado pelos assessores especiais da Presidência da República Filipe Martins, Tercio Arnaud, José Matheus e Mateus Diniz. O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) apresentou um requerimento para que a CPMI peça à Justiça a apreensão dos computadores usados por servidores que integrariam o “gabinete do ódio” sejam recolhidos para análise.

Um único disparo por robôs custa, em média, conforme a parlamentar, R$ 20 mil. “De maneira, digamos, legal, comprovável imediatamente, (são destinados) praticamente R$ 500 mil, de dinheiro público, para perseguir desafetos. Essa é a função do ‘gabinete do ódio’. Nós estamos falando de crime. Caluniar, difamar e injuriar são crimes previstos no Código Penal”, disse a deputada, que também foi alvo de ataques de bolsonaristas.

Joice afirmou não saber quem financia tal cadeia de difamação, mas sugeriu à comissão que “siga o rastro do dinheiro porque estamos falando de milhões”. Apesar de não apontar eventuais financiadores do esquema, a deputada declarou que boa parte da fonte das notícias falsas e campanhas difamatórias têm origem em gabinetes de políticos aliados do governo.

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