Alvo de queixa-crime pelo prefeito, Aladilce assegura que não irá se calar
Por Fernanda Chagas
04/12/2019 às 15:56
Atualizado em 04/12/2019 às 15:56
Foto: Antonio Queirós/CMS

Alvo de queixa-crime por parte do prefeito ACM Neto (DEM), a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) assegura que ação não a calará, não a intimidará. Neto a acusa de ter cometido crimes de calúnia e difamação ao publicar imagem sua nas redes sociais afirmando que foram desviados R$ 10 milhões da saúde municipal e um esquema de corrupção na Prefeitura de Salvador.
“Corrupção na prefeitura de Salvador (8 milhões em contratos superfaturados na Sec. De Saúde; 2 milhões em contratações fictícias; 3 unidades de saúde afetadas; 10 mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal; 0 pronunciamento do prefeito), acrescentando a seguinte indagação: “ACM NETO, CADÊ OS 10 MILHÕES DESVIADOS DA SAÚDE? #netocadêodinheirodasaúde”, dizia publicação da vereadora.
Embora tenha elencando ainda não ter sido notificada oficialmente pela Justiça, a comunista chamou atenção de que o ato se configura como forma de cercear a atuação parlamentar. “Qualquer tentativa de criminalizar uma vereadora por cobrar explicações públicas da administração municipal, se configura como uma forma de cercear a atuação parlamentar. Por isso, tenho a certeza de que a Câmara Municipal de Salvador sairá em defesa para preservar as prerrogativas dos vereadores e vereadoras”, disparou.
Aladilce enfatizou, no entanto, que seguirá cumprindo com suas obrigações, delegadas através dos 7.572 votos rebebidos. "E não irei me intimidar. Não irão me calar”, reiterou.
A audiência de conciliação está marcada para o dia 9 de março de 2020. Aladilce entra na lista dos oposicionistas acionados pelo gestor soteropolitano na Justiça por ataques sofridos nas redes sociais. No final do mês de outubro, o deputado estadual Robinson Almeida (PT) foi, além de acionado, condenado pela 12ª Vara Criminal de Salvador a pagar R$ 50 mil de danos morais ao prefeito ACM Neto (DEM) e à mãe do gestor da capital baiana, Maria do Rosário Magalhães.
O petista foi processado por calúnia após publicar em sua página do Facebook um texto no qual afirmava que o prefeito, no dia do aniversário de Salvador, teria beneficiado indevidamente a ONG presidida por Rosário Magalhães com R$ 2,8 milhões da prefeitura.
