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Operação Faroeste: presidente do TJ-BA é acusado de ter movimentado R$ 24 milhões; veja outros valores
Operação Faroeste: presidente do TJ-BA é acusado de ter movimentado R$ 24 milhões; veja outros valores
Por Redação
19/11/2019 às 12:07
Atualizado em 19/11/2019 às 12:14
Foto: Divulgação

Os desembargadores que foram alvo da Operação Faroeste, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (19), são acusados de terem movimentado milhões de reais, valores incompatíveis com seus respectivos vencimentos. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Gesivaldo Brito, movimentou de maneira suspeita cerca de R$ 24 milhões, desde 2013 até 30 de outubro.
Por sua vez, Maria da Graça Osório Pimentel Leal é acusada de ter movimentado R$ 15 milhões e José Olegário Caldas movimentou, de janeiro de 2013 até hoje, R$ 22,3 milhões.
A Operação Faroeste, deflagrada na manhã desta terça-feira (19) contra quatro desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), se baseia em um inquérito que revelou a existência de um esquema de corrupção praticado por uma organização criminosa integrada por magistrados e servidores da Corte, advogados e produtores rurais que, juntos, atuavam na venda de decisões para legitimar terras no oeste baiano.
O esquema envolve ainda o uso de laranjas e empresas para dissimular os benefícios obtidos ilicitamente. A suspeita é de que a área objeto de grilagem supere 360 mil hectares e que o grupo envolvido na dinâmica ilícita movimentou cifras bilionárias. Para impedir que o patrimônio obtido de forma ilícita seja colocado fora do alcance da Justiça, o ministro do STJ Og Fernandes também acolheu o pedido da PGR e determinou o bloqueio de bens de alguns dos envolvidos, no total de R$ 581 milhões.
