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Nova secretária do Audiovisual participou de dossiê que fez Bolsonaro cogitar fim da Ancine
Nova secretária do Audiovisual participou de dossiê que fez Bolsonaro cogitar fim da Ancine
Por Folhapress
27/11/2019 às 12:26
Atualizado em 27/11/2019 às 12:26
Foto: Divulgação

O governo Jair Bolsonaro tem uma nova secretária do Audiovisual: Katiane de Fátima Gouvêa, membro da Cúpula Conservadora das Américas, que teve sua primeira conferência em dezembro de 2018, ciceroneada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).
Gouvêa teve sua nomeação publicada nesta quarta (27) no Diário Oficial da União. Ela substitui Ricardo Rihan, que durou quatro meses no cargo.
À frente da Secretaria de Cultura desde o último dia 7, Roberto Alvim não é afeito a Rihan. A antipatia foi exposta a aliados. O agora ex-responsável pelo Audiovisual é próximo de Sérgio Sá Leitão, ministro da Cultura (pasta hoje extinta) no governo Michel Temer, e Christian Castro, ex-presidente da Ancine.
Gouvêa se candidatou a deputada federal no ano passado, pelo PSD, sob a alcunha Katiane da Seda. Com 960 votos, não se elegeu. Ela não é conhecida por trabalhos no meio cultural, mas arriscou uns pitacos na área nos últimos meses.
Seu nome é associado a um documento que, meses atrás, fez o presidente cogitar extinguir a Ancine (Agência Nacional de Cinema). Bolsonaro recebeu um relatório de projetos aprovados pela agência que considerou absurdos, como "Born to Fashion", um reality que se propõe a revelar modelos trans.
O texto, endossado por Gouvêa e assinado pelo conservador Movimento Brasil 2100, também escracha a autorização para captar recursos para uma nova temporada de série sobre a ex-prostituta Bruna Surfistinha e produções sobre a preservação da Amazônia.
