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Mudança climática gera ansiedade e faz casais desistirem de ter filhos

Mudança climática gera ansiedade e faz casais desistirem de ter filhos

Por Folha de S.Paulo

28/11/2019 às 07:31

Atualizado em 28/11/2019 às 07:31

Foto: Agência Brasil

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No Ártico, o derretimento do gelo ameaça a população local. O aumento do nível dos oceanos gera preocupação e reação nos litorais de todo o mundo. E em Rhode Island, Estados Unidos, Kate Schapira e seu marido decidiram não ter filhos.

O medo da mudança climática está provocando ações em todo o mundo, mas um efeito em cadeia nos Estados Unidos está aumentando a ansiedade em questões que vão do uso de plásticos às disparidades ambientais baseadas em classes.

Schapira, professora de 40 anos do departamento de inglês da Brown University, está abordando esse desconforto de várias maneiras.

A decisão de não ter filhos não foi apenas por preocupação sobre o bem-estar futuro em meio à degradação ambiental, mas também por não querer que seu "senso de responsabilidade para com o mundo se reduzisse ao tamanho de uma pessoa". Schapira também diz que provavelmente não viajará mais de avião.

Ela disse que estava preocupada porque as pessoas estavam tratando seu medo climático como um problema pessoal, individual. "Queria ver se esse era realmente o caso."

Então, em 2014, Schapira começou a montar um "estande de ansiedade climática" em espaços públicos, como mercados de agricultores.

"Aconselhamento sobre ansiedade climática: cinco centavos", diz a placa do estande, que convida os transeuntes na cidade americana de Providence a falar sobre seus medos.

Schapira descobriu que não estava sozinha. Cerca de seis em cada dez americanos dizem que estão pelo menos um pouco preocupados com o aquecimento global e 23% dizem que estão muito preocupados, segundo uma pesquisa realizada pelas universidades de Yale e George Mason em março e abril deste ano.

Anthony Leiserowitz, diretor do Programa de Comunicação sobre Mudanças Climáticas de Yale, disse que os americanos podem ser divididos em seis categorias, de alarmados a desdenhosos, com base em sua reação às mudanças climáticas.

"O senso comum diz que apenas os liberais da classe média alta, brancos, instruídos e que bebem 'lattes' se preocupam com as mudanças climáticas. Acontece que isso não é verdade", disse Leiserowitz.

Nenhum dos seis grupos é majoritariamente motivado por um grupo demográfico, disse, com exceção dos "desdenhosos", onde prevalecem os "homens brancos conservadores bem-educados".

Eles são dramaticamente diferentes em termos de como percebem o risco do que todas as outras pessoas, em grande parte graças a uma visão de mundo que chamamos de individualismo, particularmente pronunciada nesse grupo, afirmou Leiserowitz.

Esse mesmo grupo demográfico também controla a Casa Branca, metade do Congresso e muitas das empresas mais ricas do país, incluindo as da indústria de combustíveis fósseis.

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