Machismo na tecnologia impulsiona iniciativas de mulheres em programação
Por Estadão
16/11/2019 às 12:40
Para enfrentar o ambiente de trabalho e acadêmico majoritariamente masculino e machista do setor de tecnologia, mulheres criaram projetos sociais e coletivos que ensinam e discutem programação. Em 2017, uma pesquisa da Unesco (braço da ONU para educação, ciência e cultura) mostrou que 74% das mulheres se interessam por ciência, tecnologia, engenharia e matemática. No entanto, 30% seguiram como pesquisadoras na área. Entre as que foram para o mercado de trabalho, 27% afirmaram não sentir uma evolução na carreira, enquanto 32% desistiram em até um ano depois de concluída a graduação.
Já a pesquisa #Quemcodabr, da PretaLab, braço do laboratório carioca de inovação e tecnologia Olabi, mostra que 68% do setor é formado por homens, e 31,7%, por mulheres. A pesquisa, feita entre novembro de 2018 e março deste ano, ouviu 693 pessoas em 21 estados e no Distrito Federal. Em uma tentativa de ampliar o mercado de trabalho para elas, surgem as iniciativas de profissionalização e de redes de apoio. "Tivemos um 'boom' de iniciativas que unem mulheres em torno da programação", diz Carla de Bona, 34, cofundadora e coordenadora de ensino da Reprograma, que fornece cursos gratuitos de linguagens de programação apenas para pessoas que se identificam como mulher.
