Líder do governo minimiza apelo por saída do PV; “não tem porque sair”
Por Fernanda Chagas
22/11/2019 às 17:51
Atualizado em 22/11/2019 às 17:55
Foto: Fernanda Chagas / Política Livre

Nem mesmo o apelo público do presidente do PV na Bahia, Ivanilson Gomes, pela saída dos vereadores eleitos pela sigla na capital baiana [Paulo Magalhães Júnior, Henrique Carballal e Sabá], fez o líder do governo na Câmara de Salvador, Paulo Magalhães Júnior, ceder. Ao contrário, ao menos por enquanto, ele avisa estar muito bem onde está.
“Para mim tudo isso é novo, recebo como novidade total, adoro o PV, me identifico bastante com as bandeiras do partido, uma legenda mundial, que eu me sinto em casa e não tem porque sair”, assegurou em conversa com o Política Livre, minimizando, o que seria uma espécie de tática eleitoral da sigla.
O líder do governo refutou ainda especular uma possível migração para o DEM. “Eu não gosto de especular sobre hipótese, vamos fazer isso na hora certa”, reiterou.
A justificativa oficial é que o PV vai priorizar nomes que tenham ligação com a causa defendida pela agremiação. Porém, informações chegadas à reportagem dão conta de que os verdes pretendem surfar na onda das queimadas na Amazônia e o desastre causado pela mancha de óleo para eleger até cinco vereadores na capital, apostando em caras novas e, por isso o veto aos veteranos. Essa seria uma forma de driblar a nova lei eleitoral, que põe fim as coligações proporcionais.
